quarta-feira, 29 de abril de 2015

Capítulo 6

A família de Vanessa, em compensação, era todo o contrário. Para sua mãe, criar uma filha era pouco mais que uma obrigação. E para seus avôs, Vanessa era um castigo de Deus. Sua filha tinha ficado grávida solteira, tinha se negado a casar-se e inclusive obstinava-se em não confessar o nome do pai.
Muito diferentes deviam ter sido seus avôs, para que sua mãe não se tivesse jogado aos pés do primeiro homem que lhe dirigisse uma palavra amável. E esse era um erro que Vanessa tinha estado a ponto de cometer também. Com Austin. Por muito que Austin fosse um homem muito diferente daquele com o que tinha tropeçado sua mãe. Mas graças a Deus ela tinha sido mais inteligente. Nem sequer tinha se enganado pensando que um homem podia lhe oferecer a felicidade.
Mas aonde a conduzia essa atitude? À solidão, a viver sem carinho e sem filhos, a seguir sonhando com que sua vida significasse algo para alguém. E essa era a verdadeira razão pela que Vanessa tinha tanta vontade de ter um filho. Vanessa recapturou seus medos, voltou a suspendê-los e refletiu sobre o passo inexorável do tempo. Devia casar-se com Zac? Talvez ele tivesse razão, talvez sua amizade fosse uma boa base sobre a qual fundar um casamento. Mas e se não ficasse grávida? Que ocorreria então? Os problemas de esterilidade podiam criar muita tensão num casamento. Que seria de Zac e ela, se algo assim sucedia?
Foi então que lhe ocorreu uma ideia. Por que não chegar a um compromisso? Por que não ceder a se casar com ele se, e só se primeiro ficasse grávida? Conhecia Zac, e sabia que se ele tinha falado de casamento, era porque não ia se conformar com menos.
Ainda mais, a ideia de dar a seu filho uma família completa, com pai, resultava muito sedutora. Talvez inclusive pudessem ter mais de um filho. De repente Vanessa deu-se conta de que, se casasse com Zac, os seguintes filhos seriam concebidos de um modo natural. E, para ser sincera, a ideia não supunha nenhum problema. O verdadeiro problema, na realidade, seria manter as mãos quietas.
Vanessa começou a tremer. Caminhava por Marlborough Street a bom passo, mas sua mente corria ainda mais. Queria considerar o assunto de todos os ângulos. Ao chegar em casa dirigiu-se diretamente ao telefone e ligou para Zac. Ao escutar sua voz profunda, no entanto, por um segundo não pôde pronunciar uma palavra.
— Vanessa? É você?
— Como sabe?
— Pela memória do telefone.
— Ah — contestou Vanessa, ficando de novo em silêncio.
— V? Ligou por alguma razão em concreto ou só quer respirar profundamente sobre o aparelho?
— Quero voltar a falar com você. Sobre a criança.
— Não acho que faça sentido seguir falando disso eternamente — contestou Zac suspirando.
— Tive uma ideia. Podemos jantar?
— Três jantares em dois dias. Meus fãs vão começar a preocupar-se.
— Talvez devam.
— V...
— Vamos, Zac, viva perigosamente. O que acha o East Coast Grill, às sete?
— Quê! Do outro lado da cidade, em Cambridge? Não sabia que tinha perdido algo por ali.
— Muito engraçado. Pode?
— Está bem, mas só vou porque sei que é você. Advirto-a desde agora que não vou mudar de opinião.
— Compreendo, só quero que me escute.
Vanessa chegou às sete e cinco. Zac a esperava. Duas mulheres o faziam companhia em cada lado da mesa. Vanessa aproximou-se por trás e tampou-lhe os olhos.
— Quem é?
— Olá, chegou muito cedo — saudou Zac dando a volta.
As mulheres olharam-na com uma expressão pouco amistosa. De repente Vanessa sentiu desejo de fazer uma travessura e pôs ambas as mãos sobre as bochechas de Zac e se inclinou para beijá-lo rapidamente nos lábios.
— Tava com saudade?
— Sempre.
Mas Vanessa não contava com a agilidade dos reflexos de Zac. Antes que pudesse se afastar, ele levantou ambas as mãos. Com uma agarrou o queixo, e outra colocou em sua nuca. E então lhe devolveu o beijo, mas bem mais profunda e lentamente. Os lábios de Zac eram firmes e cálidos, modelavam os de Vanessa enquanto ela sentia que o coração acelerava. Vanessa esteve a ponto de sucumbir à promessa daquelas caricias, antes de recordar a quem estava beijando. Quando ele a soltou Vanessa ruborizou. Zac se levantou e a agarrou pela cintura, deu-se a volta e sorriu a ambas as mulheres, dizendo: — Encantado de conhecê-las.
Guiou-a até uma mesa, sujeitou-lhe a cadeira e deu a volta. Vanessa sorriu tratando de ocultar a turvação.
— Servi de ajuda?
— Infinitamente — contestou ele tirando o casaco —. Sentia-me encurralado.
— Bom, não são todos os dias que se encontra um eminente solteiro de ouro.
— Se atreva a dizer isso uma vez mais — caçoou Zac se inclinando para ela ameaçador — seu traseiro vai topar com uma eminente mão de ouro.
— A tá, que graça! Soa divertido. Promete?
Zac franziu o cenho, e o instante engraçado transformou-se, por obra desse gesto, em algo inteiramente diferente, algo escuro, perigoso e excitante que fez Vanessa conter a respiração.
— Bem, o que vão tomar? — perguntou o garçom rompendo a magia do momento.
Zac pediu pelos dois.
Que estava ocorrendo? Perguntou-se Vanessa. Que tinha sido da relação fácil, cômoda, que sempre tinha mantido com ele?
— E então — comentou Zac quando o garçom lhes serviu as bebidas —. Qual é essa maravilhosa ideia que lhe ocorreu e que precisa me contar com tanta urgência?
— Tenho pensado no que disse — começou ela.
— Disse muitas coisas, no outro dia — contestou ele —. A que se refere, em concreto?
— Ao casamento — disse ela ao fim, acabando com a aparente naturalidade que reinava entre ambos.
— E o que queria dizer? — perguntou Zac com um olhar de repente mais intenso, mais azul, fazendo que Vanessa se sentisse acalorada.
— Bom, tenho pensado que... — Vanessa fez uma pausa e engoliu — ... Que se você se oferecesse como doador, e eu ficasse grávida, então talvez pudéssemos nos casar, quando tiver nascido à criança. Isto é, seria uma estupidez casar-nos supondo que íamos ser pais assim, em seguida, sem mais. Podem ocorrer muitas coisas durante a gravidez, e não quero que você se sinta prisioneiro nessa situação se, ao final, resulta que...
— Basta — interrompeu-a Zac levantando a palma da mão —, não fale mais nada.
— Sinto muito, estou nervosa — se desculpou Vanessa mordendo o lábio —. Simplesmente pensei que...
— Tem estado pensando muito, ultimamente — voltou a interrompê-la Zac arqueando as sobrancelhas, tomando o copo e observando ausente a cor do vinho —. Vamos ver se compreendi. Eu doo o esperma. Você, com sorte, fica grávida. Se a gravidez acontece e termos uma criança, casaremos.
— Exato — contestou Vanessa encolhida sem olhá-lo.
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Só eu que quero que a Vanessa seja assim travessa mais vezes?? Esse beijo ai... a cara
das mulheres hahaha morta!!
E agora? Será que dessa vez o Zac aceita a proposta da Nessa??
Espero que eles entrem num acordo, mas pra mim a melhor
solução seria eles confessarem que sentem algo a mais que amizade e
um pro outro!! Seria tudo tão mais prático e fácil não é??
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

5 comentários:

  1. Aiii mds PARA TUDOOO,ameiiiii n esperava esse beijo ,eles tão complicando de mais ,e eu tbm queria que a Nessa fosse mais travessa as vzs,tomara que eles entrem em acordo ,posta mais bjs bjs

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  2. Ahhhh mais muuuito mais dessa Vanessa travessa!! Own que fofo esses dois eles tem que ficar logo juntos e bom conceder a criança de modo natural!! Kkkkkkk bjss posta maisssss

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  3. aii cara que momento foi esse?????
    que a Vanessa fique travessa mais vezes,amém!!!!
    amei o capítulo ♥♥♥
    espero que o Zac aceite e que eles cheguem logo em um acordo
    posta mais,kisses

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  4. Toop....posta mais. ...posta mais,fic perfeita já. ..amando bjos

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  5. Tudo bem,ainda estou tentando me recuperar desse beijo,que que foi isso?jesus apague a luz.
    Sim seria mil vezes se eles se abrissem,mas pelo visto vai demorar essa p****

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