segunda-feira, 27 de abril de 2015

Capítulo 3

Estava desorientado, inquieto. Tinha lhe ocorrido que simplesmente tinha saudades de uma mulher em sua vida. Depois da morte de sua esposa, num acidente de trânsito, sua vida era bastante solitária. Tinha gostado de viver um casamento. Gostava. E detestava voltar à rica mansão solitária de Brookline, detestava o silêncio que se criava depois da ida dos empregados. Assistia coquetéis e festas de caridade, e que as mães jogassem a seus pés suas belas filhas. No fundo, o que detestava era estar solteiro de novo. Ademais, por outro lado, tinha a ideia dos filhos, ideia à que tinha tido que renunciar anos atrás. Até que Vanessa tinha voltado a mencionar.
Filhos. Uma onda de anseio invadiu sua alma. Zac tinha desejado ter filhos com Taylor, ambos tinham querido sempre fundar uma grande família... Mas as coisas não eram tão simples. "Pois case-se com Vanessa. Ela quer ter um filho... E você quer ter família". A repentina ideia o sobressaltou tanto que Zac parou em seco no meio de Tremont Street, esbarrando com uma mulher que o olhou de mau humor.
Casar-se com Vanessa. A mera ideia acelerava-lhe o coração. Era curioso, mas tinha que reconhecer que algumas coisas jamais mudavam. Em verdadeiro sentido seguia sendo o adolescente apaixonado de sua vizinha. Casar-se com Vanessa. Ela e Taylor não podiam ser mais diferentes. Taylor era loira, de olhos azuis, miúda. Calada, encantadora, quase passiva, mal discutia com ele. Taylor tinha se conformado com criar um lar, jamais tinha sentido a necessidade de demonstrar sua valia, exercendo uma profissão. Era musical, elegante. Esperava-o a cada noite no salão...
Em comparação Vanessa... Vanessa não era nenhuma dessas coisas. Exceto elegante, claro. Sim, aquelas curtas pernas, aquela forma de mover-se, eram definitivamente elegantes. Mas só de pensar nela sentada no salão, esperando seu marido, morria de rir. Vanessa era volátil, estava decidida a triunfar. E se em alguma ocasião suas opiniões não coincidiam, não duvidava em dizer. Tinha pouco ouvido para a música, mas se alguém lhe ocorria em sugerir se ofendia.
Pela primeira vez na vida, o fato de que comparasse ambas as mulheres o fez refletir. Seria possível que tivesse escolhido Taylor precisamente por ser tão diferente de Vanessa? A ideia era inquietante. Zac tinha se repetido mil vezes que seu amor por Vanessa estava superado, que não tinha sido mais que uma fantasia de adolescente, que tinha casado com outra mulher e que a tinha esquecido. Mas no fundo de sua alma tinha que reconhecer que tinha passado mais de dez anos comparando todas as mulheres que conhecia com Vanessa. De todos os modos, o tinha superado. O fato de que naquele momento não pudesse deixar de pensar nela não significava nada, exceto que ela seguia o atraindo fisicamente como sempre. Mas, se atraía, por que ia ser absurdo tratar de refazer sua vida com ela, de ter com ela os filhos que sempre tinha desejado?
Zac chegou ao edifício de escritórios, e ao sair do elevador tomou uma decisão. Nada mais de pendurar o casaco e revisar as mensagens pendentes levantou o gancho do telefone. Que tinha a perder?
Depois do almoço, Vanessa estava atendendo um cliente quando soou o telefone. Desculpou-se, e atendeu.
— Galeria Reilly, em que posso ajudar?
— V?
— Zac? — perguntou ela surpreendida.
Em geral, Vanessa e Zac não voltavam, a saber, nada um do outro no prazo de um mês, a não ser que seus caminhos se cruzassem casualmente
— Esqueci algo?
— Não — respondeu Zac com certa insegurança —. Perguntava-me se... Liguei para perguntar se quer jantar comigo.
— Por que?
Zac começou a rir, e de repente suas gargalhadas soaram como as de um adulto, como as do adulto seguro e confiante em si mesmo que sempre tinha sido.
— Me ocorreu uma ideia sobre sua... seu processo de seleção, e queria discuti-la com você.
— Ah — disse Vanessa contente. Depois de ouvir a opinião de Zac durante o almoço, Vanessa estava muito preocupada pelos possíveis riscos —. Onde e quando?
— Que acha de amanhã? Irei buscá-la. Está bom para você às sete?
— Sim, amanhã tudo bem. As sete é uma boa hora.
Depois de desligar, Vanessa comprovou que seu ajudante atendia o cliente e se dirigiu ao escritório. Sobre sua mesa jazia a solicitação de crédito que tinha recolhido no banco a caminho da galeria, após o almoço. Não tinha saída. Se quisesse competir com seu rival, tinha que expandir ela também o negócio. E para isso ou pedia um crédito ou utilizava o dinheiro reservado para a inseminação artificial. Mas a última opção não lhe convinha.
Vanessa ficou olhando a solicitação. Pagava com regularidade as parcelas da dívida que tinha contraído ao fundar seu negócio, mas tinha que reconhecer que ultimamente lhe custava. Era uma situação temporária, devido ao enorme pedido que tinha sido feito, de cara, na primavera e no verão, vindo de turistas. No entanto era melhor liquidar essa dívida antes de pedir outro crédito. E depois estavam as vendas e a contabilidade... Levaria tempo pôr as coisas em ordem.
Outro empréstimo. A ideia inquietava-a. Tinha trabalhado muito, para chegar onde estava. Podia pagar suas faturas, viver comodamente e poupar para a aposentadoria. Mas se pedisse outro empréstimo teria que cortar seus gastos pessoais e poupar cada centavo na galeria. Ademais, estava segura de que o investimento não ia ser do agrado do senhor Brockhiser, o homem do Boston Savings com o que sempre tratava.
Ao chegar em casa à noite Vanessa voltou a pensar em Zac. Temia que ele tivesse razão quanto aos doadores de esperma. Como podia saber que os dados eram corretos? Era uma dúvida. Nada mais se ao apresentar-se pela primeira vez na clínica de fertilidade, a primeira pergunta que lhe tinham feito era se tinha doador ou desejava solicitar os serviços do banco de esperma. Vanessa jamais tinha pensado na possibilidade de pedir esse favor a nenhum de seus amigos, teria sido muito violento. Isso por não mencionar o fato de que, no fundo, se sentia persistente. Que ocorreria, se o doador decidisse um dia reclamar seus direitos?
Provavelmente tratava-se de um medo irracional, mas... Ademais, a maior parte de seus amigos estavam casados, e as suas mulheres provavelmente não teriam gostado.
Só ficavam os amigos solteiros. Vanessa estremeceu-se. A maior parte dos homens solteiros que conhecia o era por uma boa razão. Vanessa tinha saído com uns quantos, mas nenhum a tinha impressionado. Como pedir um favor assim a um homem que nem sequer gostava? As opções reduziam-se. Vanessa abriu um prato de salada pronta, serviu-se de um copo de vinho e sentou-se a jantar enquanto preparava uma lista de possíveis candidatos.
Josh Hutcherson. Não estava tão mau, exceto por aquela pequena gagueira que às vezes não conseguia dominar. Seria um defeito hereditário? Vanessa escreveu um ponto de interrogação junto a seu nome. Alex Pettyfer. Era um encanto, mas... Não era o homem mais inteligente do mundo. E Vanessa queria que seu filho fosse inteligente, de maneira que anotou outro ponto de interrogação junto ao segundo nome. Bem, mas tinha que ter mais solteiros atrativos. E Zachary? Não, pensou de imediato, eliminando a ideia em sua mente. Não podia pedir a Zac. Não era uma opção. Ainda assim... Devia incluí-lo na lista. No entanto Vanessa não escreveu nenhum ponto de interrogação junto a seu nome. Drake Bell. Era uma possibilidade, exceto pelo fato de que gostava demais de vinho, e Vanessa não queria que seu filho tivesse inclinação à bebida.
Vanessa deixou a caneta e suspirou frustrada. Fazer uma lista era uma estupidez. Não sabia mais a respeito desses homens do que sabia a respeito dos candidatos anônimos do banco de esperma. De quem sabia tudo era de Zac, pensou. Vanessa tomou um gole de vinho. Sem dúvida, era o melhor candidato. Inteligente, amável, desportista, toda sua família tinha tido boa saúde. Fisicamente, era perfeito. E se alguma vez tivesse um filho que lhe parecesse, estaria encantada. Mas como lhe pedir?
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Hellooo girls!!
Ai nem sei o que dizer desse capítulo... Só espero que o Zac consiga nessa jantar
se abrir de uma vez pra Vanessa!! E quem sabe a Vanessa também
não consiga falar com ele pra ele ser o pai do filho dela!?
Ai que tudo!! Só sonhando... hahahaha
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

5 comentários:

  1. Tomara que eles consigam se abrir um com o outro !Amei Amei ,posta mais ,bjs bjs!

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  2. perfeitooo
    lindo lindo lindo, ai não vejo a hora desse jantar kkkk
    poxa você poderia postar mais de um capitulo ne? kkkkk quando chega no final da até um aperto em não ter logo outro pra ler rsr
    to amando a fick, assim como todas as outras.
    beijos!!

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  3. tô louca pra saber o que vai dar nesse jantar
    tomara que o Zac fale de uma vez o que sente
    adorei o capítulo ♥♥
    posta mais,kisses

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  4. eu lanço uma campanha: se declara zac kkkkk
    muito fofo ele pensando na van
    posta logo o próximo, ta super essa história
    bjokas

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  5. Aqui estou eu comentando de novo. Li o capítulo anterior e li o que tinha me respondido. Era realmente estranho mas se não mudasse iria tentar colocar isso na memória.
    A Vanessa ficou muito indecisa no capítulo anterior :D
    Espero que esses dois comecem a falar realmente e que o Zac se declare logo!

    Posta logo.

    Beijos.

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