terça-feira, 28 de abril de 2015

Capítulo 5

— Eu também não esperava que você me pedisse isso — confessou Zac baixando a cabeça —. Não posso fazer Nessa. Legalmente não seria meu filho, mas me sentiria unido a ele, responsável por sua vida. Iria querer abraçá-lo, brincar com ele, vê-lo crescer e ser parte de sua vida. Nem sequer posso imaginar a ideia de ter um filho e não ser seu pai. Quero ter meus filhos, quero dar-lhes uma vida e umas lembranças tão maravilhosas como as que deram meus pais a mim — explicou estendendo as mãos.
Vanessa estava atônita ante a paixão demonstrada por Zac. E sentiu um nó no estômago, recordando àquelas duas pessoas que tinham criado, e feito feliz, a Zac e a seu irmão, abrindo seus corações e incluindo a ela.
— Não sabia sequer que quisesse ter filhos — afirmou Vanesa —. Esteve casado com Taylor durante três anos, e não...
— Taylor não podia ter filhos — confessou Zac com dureza e brusquidão, se pondo em pé e se dirigindo à janela — Queríamos tê-los. Desejávamos para valer. Tentamos durante um ano e meio, e depois passamos outro mais tratando de averiguar a causa. Tentamos a fertilização duas vezes, mas sem sorte. E depois ela morreu.
— Lamento muito ter trazido um tema tão doloroso para você. Se soubesse, jamais teria...
— Bom, não era algo que gostássemos de compartilhar com todo mundo — interrompeu-a Zac.
Vanessa sentiu-se doída por aquela resposta. Ela não era "todo mundo". Era sua melhor amiga.
Segundo parecia, no entanto, aquele laço não significava para ele o mesmo que para ela. As lágrimas se aglomeraram em seus olhos, mas Vanessa respirou fundo tratando de acalmar-se.
Zac, ainda de pé junto à janela, deu a volta e a olhou. Vanessa baixou a vista. Então ele se aproximou e se sentou a seu lado.
— V, não quero discutir com você. Você significa muito para mim.
— Você também significa muito para mim — afirmou ela com voz rompida, se voltando para ele e se jogando em seus braços, que Zac abria para a receber.
Vanessa tinha dançado com Zac, o tinha abraçado alguma outra vez e, em ocasiões, o tinha beijado na bochecha. No entanto jamais tinha esperado encontrar tanto consolo em seu ombro. Nem sequer ao morrer os pais dele tinham compartilhado tanta intimidade. Então, ele tinha Taylor para consolá-lo. Mas de repente seus braços a estreitaram, e seu peito era o lugar ideal para repousar a cabeça.
— Tenho uma ideia — sorriu Vanessa.
— Qual?
— Esqueçamos que tivemos esta estúpida conversa. Vamos fingir que jamais ocorreu.
— Se isso é o que quer... — disse ele depois de uma pausa.
— E você não? — perguntou ela se afastando para o olhar nos olhos.
— Continuo pensando que nos casarmos seria o melhor, se quer saber. Os dois queremos o mesmo, V, e acho que poderíamos ser felizes juntos.
— Mas não vamos voltar a discutir outra vez, não é verdade? — perguntou Vanessa suspirando tristemente.
— Duvido — negou Zac sério, com a cabeça.
De repente, ao ouvir seu tom de voz, Vanessa sentiu pânico. A última coisa que desejava era perder um amigo como Zac.
— Está bem, me explica exatamente por que acha que deveríamos nos casar — disse Vanessa entrelaçando as mãos no colo, esperando.
— De acordo — começou ele se pondo em pé começando a caminhar de um lado a outro — Primeiro, as razões egoístas. Número um: desde que saiu esse estúpido artigo, as mulheres não deixam de se jogar a meus pés. Já viu ontem. Se me casasse, isso acabaria.
— Qualquer dessas garotas poderia ser sua esposa... — sugeriu Vanessa esperando no fundo que fosse mentira.
— Jamais sairia com uma mulher que se joga assim aos pés de um homem, e menos ainda me casaria com ela.
— Compreendo.
"Casar-se com Zac... Casar-se com Zac...". A ideia não deixava de lhe dar voltas na cabeça. Seria possível realmente que estivesse tendo essa conversa com ele? Vanessa não desejava se casar com ele. Ou sim? Não, Zac merecia uma mulher como Taylor, uma mulher que o adorasse e que ele correspondesse. Não teria sido justo o fazer prisioneiro num casamento sem amor, só pelo fato de que tivessem compartilhado a infância e tivessem o mesmo objetivo na vida. Ainda que também fosse verdade que os dois podiam ter má sorte, e não encontrar o que buscavam.
Bem, mas e se não saísse bem? Só de pensar estremecia. Vanessa não podia suportar a ideia de perder a amizade de Zac, coisa que ocorreria com toda segurança se casassem e resultava um desastre Zac era a rocha à que se tinha aferrado na infância, e seguia sendo seu melhor amigo. Jamais teria feito nada que pudesse pôr em perigo essa amizade.
— Número dois: gosto de estar casado. Gosto de chegar em casa e ter alguém, compartilhar a mesa, conversar. Taylor e eu éramos amigos, falávamos de tudo. E você e eu também compartilhamos isso — acrescentou Zac a olhando nos olhos. Vanessa assentiu. Tinha outra coisa que também se compartilhava no casamento, sobre que Zac não tinha dito nada: a cama. A ideia a aturdiu —. Número três: quero ter filhos. Filhos próprios. Quero que corram pela casa fazendo barulho, quebrando janelas...
— Pode ser que sejam meninas — objetou Vanessa automaticamente, preocupada pelas emoções que o tema suscitava nela.
Zac não respondeu. Deixou de caminhar de um lado a outro e ficou de pé, de costas, tenso e cabisbaixo. Estava doído, compreendeu Vanessa aproximando-se dele para abraçá-lo. Nada mais de o tocar, as emoções que a tinham embargado se intensificaram. Ele era forte e musculoso, e suas costas, contra a que se apertava, pareciam de aço. Cheirava a colônia cara, a roupa limpa. Então ele se soltou e se voltou. Pôs as mãos sobre seus ombros, inclinou a cabeça e a beijou na testa.
Vanessa conteve o fôlego e deu um passo atrás.
— E suas objeções? Quais são?
— Quando ocorre uma ideia é incapaz de esquecer, não é verdade? — contestou ela levantando a cabeça.
— Acaba de se dar conta? — sorriu ele.
Vanessa sorriu, cruzou os braços e levantou um dedo para afastar a franja, pensativa, dizendo: — Objeções vamos ver... Não sei, nem sequer tinha pensado em casamento. Era muito jovem, quando tinha noivo.
— Sim, como se chamava?
— Chamava-se Austin, e você sabe muito bem. Jamais gostou dele, é verdade?
— Talvez pensasse que não era suficientemente bom para você — contestou Zac encolhendo os ombros.
— Pois tinha razão — riu Vanessa —. Graças a Deus, me dei conta a tempo. Na realidade, era um bom garoto. Simplesmente não era para mim. Gostava do que me dava, de verdade. Sua forma de adorar-me, a ilusão de sentir que lhe pertencia, a segurança. No fundo, gostava bem mais de tudo isso do que dele. E por isso não teria sido justo que nos casássemos — terminou Vanessa, ficando em silêncio.
— Voltemos às objeções — sugeriu ele.
— Não sei, suponho que sempre pensei que quando me casasse o faria pelas razões normais.
— Que razões normais?
— Já sabe: amor, paixão.
Ao ouvir aquelas palavras o rosto de Zac se transformou. Não se moveu, mas Vanessa sentiu que a atmosfera do ambiente se carregava. Um estranho e selvagem fogo prendeu em seus profundos olhos azuis, que de repente se fixaram nos lábios de Vanessa a fazendo se estremecer e lhe cortando o fôlego.
— Paixão, prometo que terá — disse ele baixinho e profundamente.
Vanessa ficou atônita. Aquele era Zac, seu melhor amigo. Mas as emoções acordadas nela não eram as da amizade. Sentia como se um laço inexorável a atraísse para ele. Quase podia sentir de novo seus braços ao redor, enquanto arqueava todo o corpo para ele e os lábios se derretiam. Como demônios tinha demorado tanto em se dar conta do incrivelmente atraente que era? Ou sim se tinha dado conta? Tinha se negado, simplesmente, a reconhecê-lo? Talvez. Porque ele estava casado.
— Zac...
Zac deu um passo para ela, mas Vanessa levantou instintivamente uma mão para detê-lo. No entanto Zac agarrou-lhe a mão e atraiu-a para ele.
— Não acha que deveríamos pesquisar o que poderia surgir entre nós dois? — perguntou Zac atraindo-a a seus braços com firmeza, enquanto Vanessa punha as mãos sobre seus ombros.
Vanessa pretendia recusá-lo, mas sentia-se débil e tremula. E Zac não a soltou. Ela permaneceu imóvel, sentindo a erótica e eletrizante sensação que emanava dele. Era perfeitamente consciente da excitação de seu corpo masculino, e essa excitação surpreendia-a.
— Não... Não sei. Jamais tinha pensado em você... Em você e em mim... mais que como amigos — disse Vanessa com olhos cheios de lágrimas — É meu melhor amigo, e não quero jogar isso fora. Preciso que seja meu amigo, Zac.
Fez-se silêncio. Zac não se moveu. Não a soltou, mas também não a estreitou com mais força. Ela manteve a cabeça baixa, sabendo que se a levantava nesse preciso instante a discussão teria acabado e sua relação se teria transformado para sempre. Não obstante, apesar de todas suas razões e de toda sua prudência, Vanessa não pode evitar se perguntar o que sentiria fazendo amor com ele. Zac se mostraria delicado, ou ardente e selvagem, como nesse momento? Vanessa recordou o brilho de seus olhos e escutou de novo sua voz, profunda e rouca, no silêncio de sua mente: "Paixão prometo que terá".
As mãos de Zac acariciavam suas costas. Vanessa começou a tremer. Tinha desejado alguma vez com tanto ardor deixar de lado toda racionalidade e toda precaução? Seu corpo seguiu lutando contra sua mente durante outro longo momento, mas finalmente suspirou e afastou-se de Zac. E por hora, ele a deixou ir.
— Não — negou tratando de mostrar uma firmeza que não sentia — Não daria certo — acrescentou dando a volta — Sinto muito.
Vanessa sabia que não tinha escolhido bem as palavras, mas tinha um nó na garganta. Depois dela, escutou os passos de Zac se dirigindo ao armário da entrada e pegando seu casaco. Ouviu o ruído de roupa, e depois ele entrou em seu ângulo de visão e ergueu seu rosto com um dedo. Vanessa seguia de pé, com os olhos fechados. Esforçou-se por abri-los e olhou-o nos olhos. Compreendeu que nada seria como antes. Ambos eram conscientes do fogo que ardia entre os dois.
— Bem, seremos amigos. Mas a oferta de casamento continua em pé. Pense — disse Zac. Vanessa assentiu incapaz de pronunciar uma palavra, e Zac despediu-se —. Boa noite.
Aquela noite Vanessa não dormiu bem. Nem dormiu bem nenhuma outra noite daquela semana. No sábado atirou no lixo os relatórios preliminares sobre doadores. Não achava que o processo implicaria tantos riscos como Zac sugeria, mas de repente lhe parecia impessoal e desagradável. No domingo passeou pelos Jardins Públicos, e viu um casal com um menino rindo, com os rostos iluminados. O coração encolheu. Por que se negava a ela essa felicidade? Só pelo fato de não ter encontrado um homem com quem compartilhar a vida? A verdade era que sim, tinha encontrado, numa ocasião, mas tinha sido ela quem o tinha afastado de seu lado: Austin.
Durante o primeiro ano de instituto, o jogador mais famoso da equipe de futebol a tinha cortejado. Naquela época Vanessa nem sequer se aprofundou muito nele, como pessoa. Simplesmente era o garoto mais popular, e todas suas parceiras a invejavam. Aos quinze anos, não se pretende bem mais. Na realidade, Vanessa nem sequer tinha caído na conta de que Austin e ela não tinham nada em comum. Ele, singelamente, representava a segurança. Amava-a incondicionalmente, a venerava. E nunca ninguém a tinha querido assim. Zac tinha sido uma constante em sua infância e em sua adolescência, mas depois, ao começar a sair com Austin, tinha se distanciado dela. E depois, depois de terminar ele o instituto, mal se viam. Olhando atrás no tempo, Vanessa sentia quase que Zac a tinha abandonado. Era de se estranhar então que ela tivesse ido com Austin à Universidade de Alabama?
Uma vez ali Vanessa começou a amadurecer, a dar-se conta de que o mundo era imenso e estava cheio de possibilidades. E foi então quando compreendeu que jamais seria feliz com Austin. No fundo, nunca o tinha amado. Casar-se não teria sido justo para nenhum dos dois. Tinha se apoiado nele durante muito tempo, assim Vanessa o deixou e rogou para que encontrasse outra garota.
Poderia ter casado com Austin e ter tido filhos com ele. Algo, no entanto, a tinha detido. Naquele tempo, Vanessa nem sequer tinha sabido discernir com clareza por que não devia o fazer. Simplesmente sabia. E, depois, depois de sua volta a Boston, não tinha encontrado também o homem adequado. Vanessa ouviu uma vez mais a proposição de Zac em sua mente, como um eco. Como era possível que, por um impetuoso instante, se tivesse sentido tentada de lhe contestar que sim? Porque se conheciam de toda a vida, se disse em silêncio. Zac conhecia suas debilidades e suas manias. E os dois tinham muitas coisas em comum.
Viver com Zac seria agradável, em muitos sentidos. Não obstante, ao recordar como tinha contido o fôlego e como tinha estremecido quando ele a tomou em seus braços, Vanessa teve que reconhecer que a palavra "agradável" não era precisamente a mais exata.
Mas pensar nisso era perigoso. Vanessa negou-se a analisar o ocorrido aquela noite. Em lugar disso preferiu se concentrar na negativa de Zac a se oferecer como doador. Deveria ter imaginado que Zachary Efron jamais se conformaria em ser o pai natural de um menino ao qual não pudesse criar sobre o qual não tivesse nenhum direito. A família de Zac sempre tinha estado muito unida. Não tinha buscado refúgio ela, em mais de uma ocasião, nos braços da senhora Efron? O senhor Efron, carinhoso e alegre, sempre a incluía quando brincava com seus filhos, a levantava e a fazia voar até a fazer gritar. A Vanessa sempre tinha surpreendido o amor franco e sincero que todos eles se professavam.
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Hoje eu consegui voltaaaaaa!!! Ebaaa!!
Hahahahahahahahaha (ta parei com as maluquice hahaha)
Acendam a LUZ!!! O que que foi isso!? Só faltou o beijo pro momento ser perfeito!!
Aaah e a Vanessa aceitar logo se casar com o Zac!! Ta na cara que ela é caidinha por
ele!! Será que ela vai aceitar hein!? Ou ainda vai ficar mentindo pra si mesma!?
Anônimo bem que queria q isso tivesse acontecido nesse capitulo mas ainda não
foi dessa vez q esses dois se declararam um pro outro...
Rafa eu também não vejo a hora de ver capítulos deles juntinhos in love!! Vamos torcer pra que isso ocorra logo!!
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

3 comentários:

  1. Só podia ser a Vanessa pra estragar o momento
    se fosse eu já tinha aceitado o pedido de casamento do Zac sem pensar duas vezes,rsrs
    amei o capítulo ♥♥♥
    posta mais,kisses

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  2. né rafa?kk
    ai mds eu pensei que agr ia,pelo menos um beijo ,Vanessa ta pensando de mais ,tomara que eles parem de ficar pensando tanto e fiquem logo juntos ,ansiosaa ,bjs bjs

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  3. Ahh Meu Deus como assim?!! A vane tem que repensar e aceitar o que ele propôs SOS, posta logooooo

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