terça-feira, 5 de maio de 2015

Capítulo 12

Três semanas depois, Vanessa estava sentada no escritório de sua casa, numa manhã, antes de ir ao trabalho, com gesto de enfado. A resposta do segundo banco tinha sido muito rápida, e o terceiro informava-a de que a comissão de empréstimos tinha decidido paralisar todos os créditos durante os próximos seis meses. Fechou um envelope para uma nova solicitação. Antes ou depois, teria sorte.
Durante os últimos dias, Vanessa tinha estado buscando locais em outras avenidas, mas os aluguéis eram tão altos que teria sido uma loucura.
Enquanto seu principal competidor tinha celebrado a inauguração do novo local com alarde. Inclusive alguns dos clientes de Vanessa tinham tido o descaro de lhe comentar, maravilhados, que a nova loja era espetacular. E, para cúmulo, ultimamente sentia-se mal. Vanessa pressionou a tecla do computador que punha em andamento os pagamentos mensais. Durante toda semana, ao se levantar, tinha se sentido tão mal, que tinha sido incapaz tomar o café da manhã. Ao meio dia não comia mais que uma bolacha ou duas e um refresco, que parecia lhe acalmar o estômago. E para jantar, beliscava algo rápido. Não lhe apetecia nada, estava cansada. Custava-lhe levantar-se para ir trabalhar. E ao meio dia precisava apoiar a cabeça em algum lugar, e descansar. Zac estava viajando toda a semana, e ainda demoraria outros dez dias mais para voltar. Ligava para ela todas as noites, mas Vanessa não lhe tinha contado nada a respeito de seu mal-estar. Confiava que tivesse passado quando ele estivesse de volta.
Era ridículo, mas tinha saudades. Vanessa caminhou animada pela rua em direção à galeria, esperando que seu estômago revolto se acalmasse. No dia anterior o mal-estar tinha-lhe durado quase todo o dia, mal tinha podido suportar o cheiro da comida, E tinha vomitado o jantar.
Deitada era como melhor se sentia, mas não podia passar o dia assim, sem fazer nada. No entanto nesse dia, à hora de comer, mal podia se ter em pé. Ashley a encarregada, corria da loja ao depósito, onde Vanessa tinha se sentado apoiando a cabeça no suporte do cabide.
— Deus meu, Nessa, tem um aspecto horrível! Deveria ir para casa. Se isto é um vírus, que Deus nos proteja!
— Ora, obrigada, Ash! Acho que tem razão será melhor que vá para casa — contestou Vanessa se agarrando àquela desculpa. Não queria contar a ninguém que estava grávida —. Por que não pergunta a Selena, se pode vir hoje e manhã?
Ashley assentiu e correu a ligar para Selena. Depois, sem dizer nada, chamou um táxi para Vanessa.
— Mas ainda é muito cedo! — queixou-se Vanessa.
— É tarde demais, para seu estado — contestou Ashley dando ao taxista uma generosa gorjeta.
Uma vez em casa, Vanessa dormiu durante horas. Tinha ouvido falar do mal-estar dos primeiros meses de gravidez, mas jamais teria imaginado que a sensação de náusea contínua fosse tão insuportável. Para sua desgraça, na semana seguinte foi exatamente igual. Foi diariamente trabalhar, mas mais de uma vez teve que descansar no depósito. Até a água provocava-lhe vômitos. Ashley atendia-a solícita, mas evitava aproximar-se, por medo de contágio.
— Relaxe — assentiu Ashley —. Vá para casa e descanse não se preocupe por nada. Conseguirei que venha alguém me ajudar.
Vanessa voltou a tomar outro táxi e fechou os olhos. Ao chegar em casa se deitou na cama vestida, e dormiu.
Na semana seguinte foi ainda pior. Vanessa só podia controlar a sensação de náusea em posição horizontal, imóvel. Virar-se a um lado ou outro, na cama bastava para embrulhar-lhe o estômago.
Vanessa buscou o telefone com mão vacilante. Tinha que avisar a Ashley de que não iria abrir a loja aquela manhã.
— Reilly Gallery, Ashley falando. Posso ajudá-lo?
— Olá, Ash.
— Vanessa! Estava preocupada! Tinha decidido ir a sua casa ao meio dia, se não aparecesse. Tudo bem?
— Bastante mal. Importa-se de ficar sozinha?
— Claro que não! Fique na cama e descansa. Chamou um médico?
— Não.
Aborrecia-a admitir que as coisas não fossem bem. No entanto, depois de desligar, Vanessa marcou consulta com o obstetra.
— É muito comum ter náuseas durante os três primeiros meses de gravidez, senhorita Hudgens — contestou a enfermeira.
— Sim, mas é que... Estou realmente mal.
— Talvez tenha um resfriado, tem estado exposta ultimamente a algum vírus?
— É provável, mas não acho que seja um resfriado. Não tenho febre, e quando fico imóvel, me encontro bem.
— Bom, o mal-estar não afeta igualmente a todas as mulheres. Quando estabilizar-lhe o nível hormonal, ficará melhor.
— Mas é que não se trata de um simples mal-estar matutino — insistiu Vanessa ansiosa.
— Bem, às vezes ocorre também pelas noites, a umas tantas desafortunadas lhes dura todo o dia. Mas não se preocupe, costuma passar depois de doze ou catorze semanas de gravidez.
Vanessa assustou-se. Estava só na sétima semana de gravidez. Quando disse à enfermeira, esta riu e tratou de tranquilizá-la.
— Volte a ligar dentro de uns dias, se não melhorar. Faremos uma análise.
Nuns dias? Aquilo era ridículo. Não podia se permitir o luxo de perder tempo. Ademais, precisava reter algo no estômago. Essa devia de ser outra das causas do mal-estar. Tinha que superar.
Mas os dias foram passando, e Vanessa não melhorava. Mal podia se levantar da cama. Zac continuava de viagem. Ligava com frequência, mas ela continuava sem lhe contar nada. Dormia muito. Ashley ia vê-la a cada tarde, e informá-la sobre a loja. Vanessa chegou a estar tão débil, que não tinha forças nem para se vestir. Por fim, numa segunda-feira, voltou a chamar ao médico. Marcaram-lhe a consulta para essa mesma tarde. O problema era como chegar à consulta, em seu estado, mas Vanessa estava disposta ao fazer ainda que fosse de ambulância.
Naquela mesma segunda-feira, ao meio dia, Zac olhou o relógio. Acabava de descer do avião, de volta de Chicago, e mal podia esperar para ver Vanessa. No aeroporto buscou um telefone, desejoso de ouvir sua voz. Devia estar na galeria, pensou. No entanto enganava-se.
— Sinto muito, mas a senhorita Saviñon não pode atender ao telefone. Posso ajudá-lo?
— Diga-lhe que é Zachary.
— Não posso senhor, não está na galeria. Quer que lhe dê alguma mensagem?
— Quando voltará? — voltou a perguntar Zac.
— Não sei lhe dizer, senhor.
— Que ocorre? Está doente?
— Pois... Quem é você... Um amigo?
— Sou, sim, suponho que essa seria uma boa descrição.
— Ainda bem! Está em casa. Por que não vai vê-la?
— E por que não está na loja?
— Não posso lhe dizer senhor.
— Está bem, esqueça. Irei vê-la em sua casa.
Zac dirigiu para a casa de Vanessa muito tenso, pensando na possibilidade de que ela tivesse perdido a criança. Sabia que os primeiros meses de gravidez eram perigosos. Buscou um lugar onde estacionar e subiu apressado para o apartamento. Chamou à porta e esperou. Esperou e esperou. Golpeou impaciente com o punho, e voltou a chamar. Finalmente, optou por utilizar a chave que lhe tinha dado Vanessa.
— Zachary!
Zac observou-a. Aferrada ao marco da porta, seu aspecto era lamentável. Com olheiras, o cabelo despenteado e revolto, suas bochechas pareciam mais delgadas, e estava suando. Era evidente que tinha perdido peso.
— Perdeu a criança? — exigiu saber, angustiado.
— Não — contestou ela perplexa —, estou... Desculpe-me — acrescentou correndo ao banheiro para vomitar.
Zac foi incapaz de reagir, ante o súbito da situação. Depois de uns instantes recompôs-se. Não tinha perdido a criança, mas então, que...? De repente ouviu um som inconfundível. Fechou a porta principal e apressou-se ao banheiro. A porta estava encostada, quase fechada.
— V vou entrar.
— Não! — contestou ela, mal sem forças.
Mas Zac não fez caso e entrou. Vanessa estava deitada no chão, junto à pia. Tinha os olhos fechados e o rosto muito pálido. Zac tomou uma toalha, molhou-a e ajoelhou-se a seu lado para secar-lhe o suor.
— Tem mal-estar matutino?
— Não, são constantes, todos os dias.
— Desde quando?
— Faz uma semana. A princípio só tinha uma ligeira náusea, mas a cada dia estou pior. Só estou bem quando deitada.
— Bem — contestou Zac a agarrando por debaixo dos ombros e os joelhos para levá-la nos braços à cama —. Por que não me disse?
— Não queria preocupá-lo — contestou ela com voz débil.
— Onde está o telefone?
— Por quê?
— Vou chamar o médico — repôs ele impaciente —. Isto não é normal.
— Já chamei, tenho consulta às três e meia.
— Eu a levarei.
— Bem.
A passividade de Vanessa, sua falta de vitalidade, preocupou-o. Zac olhou o relógio. Ainda eram duas, mas não fazia sentido esperar.
Ajeitou os lençóis e cobriu-a. Aparentemente, Vanessa tinha dormido. Pegou o telefone e chamou o médico. A enfermeira que atendeu tratou de acalmar, mas ele insistiu.
— Ou recebem-na agora mesmo, ou a levo ao hospital. Você escolhe.
— Está bem — cedeu por fim a enfermeira —. Tentarei que a receba o médico antes da hora.
— Não, não tente. Faça-o. Estaremos ai em quinze minutos.
O consultório do médico não era longe. Zac envolveu Vanessa numa colcha e levou-a nos braços para o carro. Depois de ver seu aspecto, a enfermeira buscou-lhe uma maca e apressou-se a chamar ao doutor.
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Ai meu deus esse mal estar da Vanessa não é nada normal mesmo!!!
Espero que esteja tudo bem com ela e com o bebê!!
Que não seja nada de grave!!! E ainda bem que o Zac voltou de viagem pra 
socorre ela neh!?
Respondendo o comentário da Deza do 10º capítulo: Linda eu infelizmente não
consigo postar 2 capítulos por dia porque estou lotada de trabalhos da faculdade
e ainda to em semana de provas... está um sufoco só!!! 
Aos comentários do capítulo anterior:
Zanessa 4ever parece que a felicidade resolveu sumir.... Mas espero que não
seja nada de grave e que a Vanessa melhore logo e a felicidade volte!! :D 
Rafa aqui está o big capítulo que prometi a você ontem!! 
Regiane Ribeiro eu entendo essa vida de não ter tempo hahaha mas que
bom que está gostando da fic!! Fico muito feliz!! :D
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

5 comentários:

  1. Ai senhor ,tava tudo tão bem , tomara que esteja tudo bem com eles,ainda bem que o Zac ta com ela!Posta mais bjs bjs

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  2. Me sentindo tensa aqui...
    Ansiosa para o próximo!

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  3. aii amore você me mata qualquer dia com esses capítulos
    meu core não aguenta isso,rsrs
    espero mesmo que a Vane e o baby fiquem bem
    você bem que podia postar outro big capítulo hoje né?!hehe
    amando a fic ♥♥♥
    xoxo

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  4. Ainda bem que o zac chegou!! O que sera que a vane tem?? Posta mais bjss

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  5. aiii V...to nervosa aqui..será q aconteceu algo??

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