quarta-feira, 6 de maio de 2015

Capítulo 14

Minutos mais tarde, Vanessa foi deslocada de novo à cama de sua habitação. Ao chegar, Zac e ela se olharam, atônitos ainda.
— Gêmeos — comentou ela —. Não posso crer.
Vanessa sentia-se desorientada, seus sentimentos eram contraditórios. Queria ter um bebê, mas com condições. Uma gravidez fácil, um só bebê, nada que interferisse em sua vida. Mas ali estava deitada na cama de um hospital, imersa num processo que ia requerer de toda sua atenção.
Dois bebês. Era emocionante. Sabendo como os criar sem abandonar a galeria, Vanessa ficaria encantada. Por certo, Zac podia pagar melhores cuidados, mas então seria um estranho quem cuidaria dos meninos. Vanessa desejava criá-los pessoalmente. De fato, estava atônita ante seu espontâneo instinto maternal, surgido apenas por pensar na possibilidade de contratar alguém.
— Eu também não posso crer — respondeu Zac —. Em minha família não há gêmeos, e na sua?
— Não sei, ninguém nunca mencionou — disse Vanessa —. Nem sequer sei se minha avó tinha parentes, mas minha mãe não era gêmea, disso estou segura.
— E não deixaram nenhum documento que possa dar uma luz sobre a história de sua família? — perguntou Zac sentando-se à beira da cama —. Bem, não importa, o importante é que vamos ser pais de gêmeos.
Vanessa observou a expressão do rosto de Zac. Não parecia que a ideia lhe desagradara. Zac pôs-se em pé caminhou de um lado a outro do quarto, dizendo a seguir:
— Quando sair do hospital, nos casaremos. Pode mudar para minha casa e...
— Uma ova! — exclamou Vanessa —. Esse não era o trato. Concordamos em casarmos ao final do primeiro trimestre.
— E por que esperar? — perguntou Zac impaciente.
— Ainda faltam oito meses, ninguém sabe que pode ocorrer. O fato de que eu esteja aqui não lhe ensinou nada? — acrescentou Vanessa estendendo as mãos.
— Não vai ocorrer nada — negou Zac firme.
— Isso não sabemos.
— É uma tolice esperar — contestou Zac suspirando —. Detesto a ideia de que a gente tenha que fazer contas, para ver se foi antes que os gêmeos nasceram, ou o casamento.
Vanessa começou a rir, mas em seguida compreendeu que Zac falava sério. Pela primeira vez deu-se conta de quanto a incomodava a ideia de ter um filho fora do casamento, e isso lhe fez se perguntar se não era arbitrário o limite temporário que tinha estabelecido. Estava realmente preocupada pelo que pudesse ocorrer, durante a gravidez? Não, tinha a sensação de que tudo iria bem. Então por que esperar? Na realidade, tinha aceitado a ideia do casamento, inclusive esperava-o impaciente. Ainda mais, tinha outros aspectos a considerar. Por exemplo, o fato de que se sentisse atraída por Zac. Cada vez que ele a tocava, começava a tremer.
— Não está me escutando? — perguntou Zac de mau humor.
— Desculpe — respondeu ela —. Tem razão. Podemos casar agora mesmo, se quer.
— Que...? Por que...? — perguntou Zac perplexo, transformando completamente a expressão de seu rosto.
— É verdade, tudo irá bem — contestou ela sorrindo —. Por que esperar?
— Não lhe perguntarei se está segura, porque me dá medo sua resposta — disse Zac se sentando à beira da cama para tomar o rosto de Vanessa entre as mãos, com olhos azuis ardentes que a hipnotizaram. Zac acariciou-a e deslizou os dedos por seus cabelos, agarrando-a pela nuca —. Obrigado — acrescentou roçando os lábios de ambos.
Vanessa inalou profundamente sua fragrância. Tinha a cabeça apoiada sobre a almofada, mas levantou as mãos instintivamente até os ombros de Zac. Então ele começou a beijá-la profundamente, com toda naturalidade, como se tivesse repetido esse mesmo gesto milhares de vezes. Saboreou e acariciou, moldando suavemente seus lábios com calidez, lambendo-a com a língua. Vanessa estremeceu ante aquele íntimo contato, e um leve gemido escapou de sua garganta. Ao ouvi-lo, Zac aproximou a cabeça e abriu seus lábios, deslizando a língua dentro dela para explorar as profundidades úmidas de sua boca. Vanessa deixou-se levar, esquecendo-se de tudo exceto as sensações mágicas que a embargavam...
— Ora! — exclamou uma enfermeira entrando —. Parece que aqui tudo está uma maravilha — riu saindo e fechando de novo a porta. Zac afastou a cabeça uns centímetros. Respirava entrecortadamente, e Vanessa sentia seu coração galopar.
— V, o casamento vai mudar nossa relação — disse ele com voz rouca e profunda —. Acha que está preparada para isso?
— Ou muito me equivoco, ou nossa relação acaba de mudar nestes segundos mais do que mudou em vinte anos — contestou Vanessa séria.
— Pois não serei eu quem se queixe — riu Zac inclinando a cabeça para beijá-la de novo brevemente. Depois pouco a pouco, soltou seus cabelos —. Agora tenho que ir. Amanhã pela manhã me ocuparei de arranjar os papéis para o casamento. Quer igreja com padre e tudo, ou prefere o tabelião? A mim não importa, contanto que nos casemos.
— A mim também não. Assim, façamos o que seja mais rápido.
— Estaria encantado de mostrar a pressa que me ocorre, se não fosse por estar na cama de um hospital — contestou ele a fazendo estremecer com a intensidade de seu olhar.
Zac acariciou seus lábios sensualmente com um dedo e saiu do quarto num abrir e fechar de olhos. Vanessa ficou atônita ante sua franqueza. Em poucos dias estariam casados. Ansiava sentir seu contato.
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Ai caraca!!! A enfermeira tinha que interromper a melhor parte!!!
Aiii até que enfim eles vão marcar essa data desse
casamento!! 
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

4 comentários:

  1. Adorei o capítulo assim como o anterior.
    Ansiosa para o próximo!

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  2. Ahhhh finalmenteee, agora só falta casar logo!!! Que fofo o zac falando que ta ancioso <3
    Posta maisss logoooo

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  3. Aiii que lindos,até que fim ,tão se aproximandoe vão se casar !Ansiosa,posta mais bjs bjs

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  4. menina do céu
    vc quer me matar né?????
    que capítulo foi esse???????????
    super perfeitoooooo ♥♥♥
    desculpa a demorar em comentar,mas tá valendo né?!rsrs

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