sábado, 9 de maio de 2015

Capítulo 17

No sábado seguinte, Zac bateu à porta do dormitório de Vanessa pouco depois das oito. Ela sabia que ele estava há uma hora acordado, fazendo exercício na sala de ginástica do terceiro andar.
— Entre — gritou ela.
— Bom dia — saudou Zac com uma toalha no pescoço —. Quer que peça a James que traga o café da manhã?
— Não, prefiro descer.
— Deixa que James se ocupe de você — insistiu Zac se aproximando da cama antes que ela pudesse se levantar —, por que não conserva suas energias?
— Para que, para o repouso? — sorriu Vanessa.
— Bom... A verdade é que hoje tinha pensado que fôssemos ao casamento, se não está muito cansada.
— Refere-se ao nosso casamento? — perguntou Vanessa abrindo enormemente os olhos —. Casaremos hoje?
— Não há razão para esperar, não acha?
— Não, nenhuma — se encolheu ela de ombros —. Está bem em ser hoje.
— Ótimo — contestou Zac saindo —. Pedirei a James que traga o café da manhã e que lhe ajude a escolher o vestido.
Duas horas mais tarde, Vanessa estava sentada num banco, no corredor em frente ao escritório do juiz de paz. James estava sentado junto a ela, enquanto Zac caminhava nervoso de um lado a outro.
— Está linda — comentou James —. O vestido cor marfim foi uma escolha muito certa.
Vanessa sorriu sem deixar de observar seu futuro marido, que parecia bem mais nervoso do que deveria, tendo em conta que era ele quem a tinha apressado ela, precipitando naquela situação.
— Jamais esperei me casar com ele, quando o comprei.
— Oh, Deus meu, mas faltam às flores — exclamou James se pondo em pé e correndo ao lado de Zac —. Vou comprar flores. Não podem casar sem flores.
— Pois traga uma câmera de fotos de passagem, uma dessas descartáveis — contestou Zac —. Já o ouviu, não podemos nos casar sem flores — murmurou em direção a Vanessa, quando James se foi.
— Quer apostar? — caçoou Vanessa —. É curioso sair à rua, após tanto tempo na cama.
— Não pode imaginar o alivio que sinto de lhe ver reposta afinal — comentou Zac se sentando a seu lado, no lugar que tinha estado James, estreitando-a em seus braços.
— Tanto como eu, suponho. Quando planejei ficar grávida, não me ocorreu que pudesse ter problemas. Tenho que voltar ao trabalho.
— É possível que tenha que seguir com um horário um pouco diferente do habitual, quando voltar ao trabalho, sabe?
— Um horário diferente?
— Meio período, até que o médico diga o contrário — explicou Zac —. As gravidezes múltiplas apresentam mais riscos que o resto.
— Quando passar isto estarei bem — afirmou Vanessa se negando a crer no contrário.
Vanessa sentia-se incapaz de abandonar a galeria. Tinha trabalhado muito para chegar onde estava, e não queria arriscar. James regressou com as flores e fazê-los pousar para tirar fotos. Finalmente, a porta do cartório abriu-se. Por ela saiu um casal, seguido dos convidados, Vanessa engoliu seco, estava nervosa, e Zac a tomou da mão a guiando dentro.
A cerimônia não durou muito, Vanessa deslizou o anel no dedo de Zac com mãos trêmulas, e assim continuou. Tremendo, quando ele fez o mesmo. As mãos de Zac, ao contrário, permaneciam serenas, cálidas. Ela rodeou-o com o braço enquanto pronunciavam os juramentos. Quando a beijou, o fez brevemente, mas a suave pressão de seus lábios e o rápido contato de sua língua a excitou.
Depois da cerimônia, Vanessa olhou Zac. Seria possível que ele fosse realmente seu marido? Os olhos de ambos se encontraram, e Vanessa viu nos dele a ternura e a segurança que tanto tinha almejado. Tinha tanto medo de que aquele casamento fosse um erro, de que Zac se arrependesse... Dava-lhe pânico que Zac pensasse somente em Taylor, enquanto se casava com ela. No entanto, enquanto assinavam, a expressão de seu rosto era de felicidade, de confiança. James fez mais fotos e lançou algumas flores ao ar, ao sair do cartório. Zac levou-a ao carro e voltou a colocá-la na cama. Sozinha, tal e como tinha prescrito o médico.
Naquele dia mal se parecia ao que ela tinha imaginado, quando sonhava que em algum dia se casaria. No entanto era o casamento perfeito, porque era com Zac com quem se casava.
Na semana seguinte Vanessa foi de novo ao médico. Tal e como Zac tinha predito, ela começou a se impacientar, quando se encontrou melhor. Rogou a Zac repetidas vezes que a levasse à galeria, mas ele se negou, esperando o consentimento do doutor. O médico pareceu satisfeito ante a melhoria. Permitiu-lhe trabalhar três dias na semana, em meio período unicamente, até a seguinte visita, duas semanas mais tarde.
— Mas se já me encontro bem! — protestou Vanessa.
— Sim, mas não quero precipitar as coisas. Esperemos que passem as doze primeiras semanas de gravidez e a diminuição da medicação. Então falaremos.
— Até lá então meu negócio estará falido — murmurou Vanessa enquanto voltavam ao carro.
— De nenhum modo, Ashley está fazendo um bom trabalho. Não estou mentindo — contestou Zac.
— Sim, mas já tive que cancelar duas entrevistas no banco, e quem sabe quando conseguirei outra?
— Estará em forma antes do que imagina lhe concederão o crédito — a animou Zac. Vanessa permaneceu em silêncio, e depois de uns instantes ele voltou de novo os olhos para ela. Seu lábio inferior tremia —. Que está acontecendo?
— Ninguém precisa de mim, nem sequer sou necessária na galeria — contestou Vanessa compungida.
Ele precisava, pensou Zac, a ponto de dizer. No entanto conseguiu controlar-se a tempo e contestar, em mudança:
— Sim é necessária, Ashley não tem a experiência nem a habilidade necessária para tratar com artistas. E menos ainda tem seu olho, para comprar e expor a mercadoria, ou saber que vai com que. As vendas não baixaram, mas isso é porque os objetos são únicos, e foi você quem os selecionou — respirou fundo Zac —. Tem uma magnífica ajudante, organizada e eficiente, e cedo poderá voltar a fazer o que mais gosta. E quando voltar, afundará a concorrência.
Vanessa não disse nada, mas seu lábio seguiu tremendo. Zac não sabia o que mais dizer, de maneira que se concentrou no trânsito. Por fim ela suspirou, e acrescentou:
— Detesto ter que o admitir, mas estou esgotada. Será melhor que me deite quando chegarmos em casa.
— Hoje esteve muito bem — sorriu Zac —. E amanhã estará melhor ainda.
— Amanhã — repetiu Vanessa —, irei trabalhar meio período.
Três semanas mais tarde, uma manhã de sábado, Zac levou Vanessa a seu apartamento. Era a primeira vez que voltava, desde sua estada no hospital.
— Coloque na mala o que achar mais necessário, de todos os modos logo precisará de roupa nova — disse Zac.
Vanessa olhou o ventre. Não tinha ninguém com quem se comparar, mas estava segura de que qualquer mulher grávida de um só bebê tinha menos barriga. Só estava a nove semanas grávida, e mal lhe cabia uma calça.
— Farei uma mala com o mais necessário, e deixarei outra preparada para que me leve quando possa.
— Deixe de lado as coisas que queira conservar. O resto levarei no porta-malas, ou me ocuparei de vender.
— Mas meu aluguel está pago até setembro! — protestou Vanessa —. Prepararei o que quero levar, e deixaremos aqui o resto. Valorizará o apartamento. Sempre é mais fácil, se está mobiliado.
— Está bem, eu me ocuparei de tudo.
— De acordo, então — concordou Vanessa olhando ao redor —. Suponho que não preciso levar muita coisa. Deixarei os móveis. Por que não pega umas caixas enquanto faço a mala? Estão no sótão. Tenho ali três caixas, com coisas que guardei de minha mãe quando morreu.
— Certo — disse Zac tomando a chave que ela lhe oferecia, e a agarrando pelos quadris, para estreitá-la contra si —. O que acharia de me dar um incentivo para a mudança?
Vanessa sentiu que o coração acelerava. O corpo de Zac, contra o seu, estava excitado, lhe fundia calor. Dava-se conta Zac de quanto o desejava? Vanessa ergueu os braços e agarrou-o pelos ombros.
— Isso é fácil.
Zac olhou-a com olhos brilhantes, azuis e desafiantes. De repente ela compreendeu o que significava aquele olhar. Ele tinha iniciado todos os beijos, todas as aproximações entre os dois. Era sua vez. Lentamente, Vanessa pôs-se na ponta dos pés. Mal se dava conta de que tremia, enquanto atraía a boca de Zac para ela. Pressionou os lábios contra os dele. Sua boca era dura, firme, mas imediatamente suavizou-se ao tocá-la. Os braços de Zac a estreitaram, rodeando-a enquanto Vanessa se agarrava a ele e emaranhava os dedos em seus cabelos. Aquele beijo fez saltar faíscas. Zac se aprofundou nele, a assaltou. Vanessa desequilibrou e ele aproveitou o momento para deslizar a língua dentro dela, fazendo-a arquear as costas. Zac a beijou interminavelmente, deslizando depois os lábios pelo pescoço até a orelha. Vanessa tremeu ao sentir que lhe mordiscava o lóbulo. De repente uma onda de desejo a embargou por inteiro. Vanessa pressionou o ventre contra ele com firmeza, arqueando ainda mais as costas. Ele estava excitado, muito excitado. Dentro dela começava a surgir um vazio, que fazia questão de obter satisfação. Mas Zac afastou-se dela lentamente, finalizando aquele beijo. Seu fôlego entrecortado roçava ainda sua pele, enquanto erguia a cabeça.
— Uau! — exclamou ele com um olhar intenso —. Acho que lamentará ter iniciado isto.
— Não, não lamento. O que lamento é que não possamos continuar — contestou ela.
Zac ficou em silêncio. Demorou cinco segundos para responder com o cenho franzido:
— Pois demorou uma imensidão, a admitir que me deseja.
— Já para você custou muito a se decidir a fazer algo — Vanessa se encolheu de ombros.
Ambos se olharam por um momento, e finalmente Zac soltou uma gargalhada, se indo.
Vanessa permaneceu uns instantes parada, no meio do apartamento. Zac não tinha voltado a tocá-la desse modo desde sua estada no hospital. Em vez disso, tinha beijado-a na testa, tinha acariciado pudicamente seus ombros ou tinha sustentado sua mão como um bom amigo. E o era, não? Não, não era somente isso, era seu marido. E Vanessa desejava que a tocasse como... Como algo mais que um amigo.
Vanessa começou a perguntar-se se Zac não perderia o interesse, ao lhe crescer a barriga e adquirir um aspecto menos desejável. No entanto aquele beijo... Aquele beijo não deixava lugar a dúvidas. Zac esperava o dia em que o médico lhes desse luz verde, para continuar com a vida normal. O problema era que, para ela, fazer amor com Zac não era normal. Vanessa desejava-o, e ele tinha deixado patente seu desejo. Mas aonde a levava isso? Vanessa entrou no dormitório e abriu o armário, desanimada. Zac era uma pessoa muito especial para ela, em muitos sentidos. Não só compartilhavam lembranças da infância, mas tinham desenvolvido uma grande amizade. E, por fim, tinha amor entre eles.
De repente Vanessa soltou as roupas sobre a mala. Não, se corrigiu mentalmente, não tinha amor entre eles. Ela o amava. Era uma estúpida. Zac simplesmente sentia por ela uma saudável atração sexual, além de afeto, mas seu coração seguia pertencendo a sua falecida esposa. E ela jamais poderia a substituir.
Esse era o problema. Vanessa desejava entregar a si mesma por inteiro, de corpo e alma, demonstrar quanto o amava com seus atos, ainda que não pudesse dizer com palavras. Mas... Tinha medo. De repente, sem querer, Vanessa recordou a expressão de seu rosto no dia em que lhe deram alta no hospital. No fundo de sua alma, temia no dia em que Zac encontrasse outra mulher, uma mulher que lhe recordasse Taylor que pudesse se apaixonar para valer.
Vanessa esforçou-se por continuar com a mala. Não podia fazer nada a respeito. Nem sequer devia esperar que Zac fizesse com ela uma vida marital normal. Singelamente, tinha que recordar as condições de seu acordo matrimonial e proteger seu coração o melhor que pudesse.
Vanessa ouviu o ruído da porta e deixou cair um montão de calcinhas na mala.
— Missão cumprida — disse Zac da porta —. As caixas estão no carro. Quer que eu leve essas malas?
— Sim, quando terminar já terei preparada esta outra — assentiu Vanessa.
Zac levou tudo a sua casa e pediu ajuda a James para desfazer as malas. Depois, foi ao escritório pretextando algo urgente que fazer. A tarefa tinha esgotado Vanessa, que se alegrou de poder descansar enquanto observava James, guardando tudo.
— Ora! Este vestido é esplendido. Aposto que fica muito sexy com ele.
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Desculpem a demora pra postar!!
VIVAAAA!! Finalmente são marido e mulher (no papel apenas :( infelizmente hahaha
mas já é um grande começo neh!?)
Ai e esse climão ai!? Quase hein!? hahaha
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!

4 comentários:

  1. UIII pera muita emoção !Mas bora la,yupppppi ate que fim se casaram, e esse momento dos dois ?até eu fiquei sem folego ,concordo com vc o médico podia ja ter liberado kk,ainda bem que ela percebeu que ama ele, agora tomara que eles se declarem um pra o outro eles tão perdendo tempo,amei amei ,posta mais bjs bjs

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  2. Finalmente as coisas parecem que estão começando a se arrumar !! Posta maiss

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  3. perfeito o casamento...posta mais logo bjos

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  4. uau,capítulo super divo *-*
    aiii que pena que eles não continuaram o que estavam fazendo,kkk
    posta mais amore,kisses

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