domingo, 10 de maio de 2015

Capítulo 18

— Comprei-o porque era solto na cintura. Pensei que me cairia bem, se tivesse que ir a algum lugar elegante. Não sei se me caberá.
— Ah! — exclamou James contemplando sua barriga —. À velocidade que cresce, daqui a pouco não poderá por mais que uma calça de moletom.
— Ora, obrigada. É de grande consolo.
— É um prazer.
Vanessa e James tinham conseguido uma grande camaradagem, e ela estava encantada. Quando começou a se levantar da cama, ele lhe mostrou um a um os cômodos da casa. Jogavam cartas, jogos de mesa, e Vanessa deixava-o ganhar, para vê-lo contente. James cuidava-a e dava um escândalo, se necessário, contanto que ela descansasse. Vanessa adorava-o.
— James...
— Humm?
— Gosta de crianças?
— Acho que sim — contestou ele saindo do armário —. Nunca tive muita relação com elas, era filho único.
— E eu. O que sei sobre crianças caberia na cabeça de um alfinete.
— Pois espero que aprenda depressa — sorriu James.
— Sim, eu também — contestou Vanessa vacilando um momento —. Vai ficar conosco, quando esses dois pequenos terremotos correrem pela casa, quebrando tudo e deixando pedaços de vasos nos tapetes?
— Pergunta sério, verdade?
— Zac precisa de você. E eu. Não poderia me ocupar de uma casa tão grande como esta, com dois meninos e uma galeria que atender.
— Não me vou ir a nenhuma parte — afirmou James —. Zac é ótimo. É amável e... tolerante. Deu-me uma oportunidade, quando a precisava, e isso não posso esquecer. Eu fui à Universidade — acrescentou olhando Vanessa nos olhos —. Meu colega sentimental tinha dez anos mais que eu, tinha dinheiro, era muito sofisticado... Jamais precisei trabalhar. Depois ele ficou doente, e quando morreu me senti perdido. Não tinha nenhuma habilidade especial, ninguém a quem cuidar... Quando minha tia me disse que Zac precisava de um mordomo, me senti imensamente agradecido, apesar de ser uma oferta temporária.
— Zac... Nós estaríamos perdidos sem você. Suponho que tenha saudades de Taylor, tanto como ele.
— Taylor era uma mulher muito doce — afirmou James com os olhos fixos na roupa —. Foi terrível, quando morreu...
— Sim, eu a conhecia — afirmou Vanessa incapaz de resistir o olhar —. Era perfeita para Zac.
— Não sabia, Zac me contou que são amigos desde meninos, mas não sabia que... — James enxugou as lágrimas sem ocultar sua dor —. Sinto muito, Taylor e eu estávamos muito unidos.
— Claro — contestou Vanessa arrependendo-se de ter iniciado aquela conversa, sentindo-se num segundo lugar.
— Parece cansada, por que não tira um cochilo? Posso terminar isto depois.
—Sim, o farei.
Depois da saída de James, Vanessa demorou muito para dormir.
Zac não voltou a tocá-la por muito tempo, exceto por alguns castos beijos no rosto. Vanessa foi à consulta do médico ao completar doze semanas de gravidez, e este lhe reduziu a medicação. Para desgraça de Vanessa, as náuseas não diminuíram. Ao completar as catorze semanas, o médico voltou a prescrever-lhe o tratamento completo. Também lhe fizeram outra ecografia. Então, os fetos tinham já forma humana.
— E não só isso — disse o técnico—. Querem saber o sexo?
— O que acha? — perguntou Vanessa a Zac.
— Não sei se poderia suportar o fato de não saber — sorriu Zac —. E você?
— Não sei gosto das surpresas, mas temos muitas coisas que comprar. Não seria ruim saber a cor, antecipadamente. De acordo — repôs Vanessa respirando fundo —. Diga.
Zac tomou a mão de Vanessa e entrelaçou os dedos de ambos com força. O técnico sorriu e contestou:
— São meninas. Rosa.
— Meninas! — exclamou Vanessa —. Sapatilhas de balé. Fivelas para o cabelo.
— Bolas de futebol — contra-atacou Zac —. Não seja feminista — acrescentou se inclinando para beijá-la —. Felicidades, mamãe.
— Digo o mesmo papai — contestou ela lhe devolvendo o beijo.
Ao sair do hospital, não foram diretamente a casa. Zac levou-a às compras. Tinham comprado móvel infantil semanas atrás, de maneira que foram diretamente ao departamento de roupas.
— Escolha o que quiser. Em rosa, com fitas, laços, o que seja. Eu vou buscar um par de trajes de beisebol que vi por aí.
Em lugar de voltar com trajes de beisebol. Zac voltou com dois gorros de beisebol pequenos da equipe de Red Sox. Vanessa tinha escolhido alguns vestidos, mas nem estavam cheios de laços e, tecnicamente, nem sequer eram rosa. Enquanto pagavam Vanessa contou entusiasmada ao caixa que acabavam de se inteirar de que iam ter gêmeas.
— E já sabem que nomes lhes darão?
— Não, ainda não — contesto Vanessa olhando Zac —. Nem sequer falamos disso.
Naquela noite Zac comunicou a Vanessa que jantariam na sala de jantar. Ela se levantou do repouso e se vestiu. Sempre tinham jantado no quarto ou na cozinha, de modo que aquilo era uma novidade. Zac esperou-a ao pé da escada, sorrindo e oferecendo-lhe a mão.
— Muito linda, ainda que suponho que precisará de um vestuário novo.
— Só calça de moletom, segundo James. Você também está muito lindo.
— Pensei que devíamos celebrar — explicou Zac —. Saber que são meninas parece que se faz ainda mais real.
— Sim, é verdade — contestou Vanessa admirando a mesa que James tinha preparado, com candelabros, e a vela acesa —. Sinto-me decadente, quando alguém me serve o jantar assim.
— Eu já superei — riu Zac —. Gosta de como James cozinha? Se você prefere preparar a comida posso lhe pedir que...
— Não, céus! — sorriu Vanessa —. Acredite, jamais desejaria que eu cozinhasse. Por que acha que saía sempre pra comer fora, quando vivia sozinha?
— Ah, nesse caso seguiremos tal e como até agora. A James encanta-lhe cozinhar. Se disser o contrário, é mentira.
— Acho que está tão entusiasmado com a ideia de ter bebês como nós.
— E falando de bebês... — Zac pôs-se em pé para atingir um velho e empoeirado livro e voltar depois à mesa. Afastou o prato de Vanessa e deixou-o diante dela —. No outro dia, quando trouxe essas três caixas de sua casa, uma delas se rompeu pelo fundo. Ao ir recolhê-lo, isto me chamou a atenção.
Vanessa observou o livro. Era uma Bíblia, evidentemente muito antiga.
Acariciou sua coberta e perguntou:
— Você folheou?
— Sim, sinto muito. Senti curiosidade. Mas encontrei uma coisa muito interessante.
Vanessa abriu o livro. Na primeira página escrito a mão com letra elegante, figurava o nome de sua avó de solteira. Zac passou uma página e ela leu uma inscrição. Estava escrita com a mesma letra: — "Para Ellen Kahleen Sheehan, em ocasião de sua primeira comunhão". Pergunto-me se será a letra de minha bisavó — disse Vanessa embargada de emoções contraditórias.
As lembranças de sua avó estavam cheias de medo, de respeito, de ressentimento. Sua avó sempre tinha lhe falado com dureza, com ira, com desaprovação. Se Ellen Sheehan Reilly tinha querido alguma vez a sua neta bastarda, tal e como a tinha chamado numa ocasião, seus sentimentos desde então estavam enterrados no mais fundo de seu coração. Tanto, que Vanessa jamais tinha podido afastá-los. Mas Vanessa jamais deixaria que ninguém chamasse assim seus filhos. Se sentiriam queridos. Prometeu-se.
— Sabe, acho que minha avó me detestava.
— Vanessa, eu...
— Não, Zac, estou convencida disso. Você cresceu no seio de uma família cheia de amor, e não se dá conta do que significa conviver com uma mulher como ela. Tinha uma forma de ser muito estranha. Minha mãe e meu avô eram como sombras. Mal recordo algo de minha mãe. Não parece triste?
— Sinto muito — disse Zac aproximando sua cadeira à dela e tomando uma mão de Vanessa entre as suas.
— Mais sinto eu. Não só por mim, senão também por minha avó. Não teria sido mais fácil perdoar minha mãe, se sentir feliz de ter uma neta sã?
— Sim, claro que sim. Quem dera pudesse mudar o passado, V.
— Quem dera pudesse fazê-lo eu — sorriu Vanessa tratando de esquecer —. Era isto o que queria me ensinar?
— Não exatamente — contestou Zac abrindo a Bíblia pelo centro, onde tinham umas páginas dedicadas à genealogia familiar, com anotações sobre nascimentos, mortes e casamentos —. Olha.
Vanessa ficou atônita. Naquela página estavam escritos todos os dados de três gerações pelo menos, anteriores à de sua mãe. Tudo anotado com detalhes, cronologicamente. Nomes, lugares de nascimento, datas. Estavam também o nome da mãe de Vanessa e o seu. Vanessa jamais se tinha sentido herdeira de nenhuma tradição familiar, nem sequer sentia que tivesse uma verdadeira família. As lágrimas vieram em seus olhos. Então observou que Zac assinalava um dado. Vanessa leu cuidadosamente. A anotação dizia: "Ellen Kathleen Sheehan, nascida em Boston em 9 do 9 do 18". A data da morte estava em branco, igual a da mãe de Vanessa. Não ficara ninguém para anotá-las, exceto ela.
Vanessa leu a linha seguinte: "Shannon Mary Sheehan, nascida em Boston o 9 do 9 do 18. Falecida em Boston o 27 do 9 do 18". Vanessa alçou a vista atônita.
— Minha avó tinha uma gêmea!
— Sim, e era menina também — assentiu Zac sorrindo —. O que aposta que eram idênticas?
— Não posso crer — declarou Vanessa se deixando cair no respaldo da cadeira e pegando um copo de água —. Pobre menina! Só viveu dezoito dias. Leu todas as anotações? — perguntou endireitando-se de novo.
— Não. Fiquei estático, quando vi isto — sacudiu Zac a cabeça —. Deixei o livro e fiquei andando de um lado para outro, um bom tempo. Em algum dia teremos que advertir nossas filhas de que elas também podem ter gêmeos — acrescentou com um sorriso malicioso.
Vanessa pegou a Bíblia e leu cuidadosamente todas as anotações.
— Vamos ver se há mais, em outras gerações. Olha, há outro casal de gêmeos, teve-os a irmã de minha bisavó! Não posso crer que não tivesse notícia de uma coisa assim. Como pode ser que nunca me dissessem nada.
— Pode ser que nem sequer sua mãe soubesse — assinalou Zac.
— Sim, é possível. Muito provável, de fato — contestou Vanessa afastando a Bíblia e suspirando, cheia de frustração —. Talvez o fato de saber que a família era propensa a ter gêmeos tenha mudado muitas coisas.
— Como que, por exemplo? — perguntou Zac colocando-se por trás dela e apoiando pesadamente as mãos em seus ombros, para começar à acariciar e lhe fazer uma massagem —. Eu não penso em mudar nada. Dentro de uns meses você e eu teremos duas preciosas meninas. Suponho que será melhor não lhes pôr o nome de sua avó — acrescentou depois de uma pausa, brincando.
— Depois — contestou Vanessa séria.
A sala de jantar ficou em silêncio por uns instantes, enquanto Zac continuava fazendo-lhe massagem nos ombros. Lentamente, seus movimentos foram se tornando mais eróticos, mais sensuais. Zac deslizou as mãos por seus antebraços e depois afundou os dedos em seus cabelos. Vanessa gemeu como um gato satisfeito, sobressaltando-se ao escutar o ruído que ela mesma tinha produzido. O pulso começou a acelerar. Vanessa respirou fundo, tratando de acalmar-se, e levantou uma mão para tomar à dele e beijá-la.
— Gosto disso.
Zac aproximou-se de seu lado. Lentamente, olhando-a nos olhos, tomou-a pelo cotovelo e a fez ficar em pé. Então colocou as mãos em sua cintura e ela voltou à vista para ele.
— V...
Sua voz soou rouca, atropelada. Vanessa alçou os braços para rodeá-lo pela nuca, e ele deslizou os braços por sua cintura para estreitá-la contra si, buscando e reclamando seus lábios firmes, profundamente.
Vanessa estremeceu. Abriu a boca e sua língua dançou, fazendo sensuais círculos junto à dele, enquanto Zac a estreitava com força contra seu peito. Os músculos das pernas de Zac estavam duros. Vanessa gemeu uma vez mais ao notar sua virilidade toda contra si.
Quanto tempo estivera desejando-o, sem nem sequer se dar conta?, perguntou-se Vanessa. O amor a embargava por inteiro, enquanto abandonava-se em seus braços e suas caricias. Vanessa esqueceu que estava grávida, esqueceu as recomendações do médico e começou a mexer os quadris fazendo círculos sinuosos contra ele. A excitação cresceu ao notar a resposta de Zac. Ele deslizou as mãos por suas costas e colocou as palmas sobre seu traseiro, pressionando-o contra si. Vanessa gemeu e se estreitou contra ele, tratando de aproximar-se ainda mais. Mas então ele afastou a boca.
— Chega — disse Zac com respiração entrecortada, alterado —. Não... se... mova.
Vanessa parou, surpreendida e incapaz de compreender. Zac respirava aceleradamente, seu peito alçava-se e caía junto ao dela, fazendo-a estremecer. Zac soltou-a e colocou-a de novo no chão. Gemeu ao sentir o corpo de Vanessa deslizar-se para abaixo, contra o seu. Agarrou-a e fez-lhe dar um passo atrás.
— V...
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Primeiramente quero desejar as mamãe um Feliz dia das mães!!
E depois, vamos ao capítulo:
E esse enjoos que não passam hein!?
Duas menininhas aiiii que coisa mais cut!! louca pra saber os nomes!!
Nossa essas informações sobre a família da Vanessa abalou até comigo!! Fiquei
de boca abeta!! 
De novo nãoooo.... Ai caramba!!! Porque fazer isso com o meu coração hein!?
Chega na hora "h" e não acontece.... Esse médico devia liberar logo a Vanessa!!!
O que será que acontecerá agora hein!?
#MortaDeCuriosidade
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!

4 comentários:

  1. Que capítulo foi esse?!
    Adorei o capítulo!

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  2. Ah é brincadeira isso, que medico chato kkkk , duas meninas que fofooooo!ai mds posta logo to muito curiosa!posta logo bjs bjs

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  3. ahhhhh que ódio desse médico!!!! ele tem que liberar eles logo! bjsss posta maisss

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  4. aaaaaaaaaaaaaaaaa que isso menina???
    quer me matar??????
    capítulo perfeitoooo
    duas menininhas,que fofis *-*

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