segunda-feira, 11 de maio de 2015

Capítulo 19

—  Por que não? — perguntou ela alçando a vista para ele, com evidente incomodo.
— Acredite, não é minha escolha — sorriu ele, mostrando também sua frustração —. Não há nada que deseje mais que fazer amor, mas não podemos. Ordens do doutor, lembra?
— Deus! Em que estaria eu pensando? — exclamou Vanessa recordando de repente.— Não pensava — sorriu ele maliciosamente, com olhos brilhantes —. Nem eu. Mal posso esperar o dia em que o médico nos diga que está completamente bem — acrescentou tomando sua mão esquerda para ver os anéis —. Mas a última coisa que desejaria neste mundo é pôr em perigo nossas filhas.
— Tem razão — suspirou Vanessa, com os joelhos trêmulos ainda —. Aborrece-me admitir, mas tem razão. Obrigada por parar — acrescentou pondo-se na ponta dos pés e beijando-o brevemente —. Não sei se teria conseguido.
Zac gruiu de mau humor, tomou o rosto de Vanessa entre suas mãos e a beijou uma última vez com paixão, antes de soltá-la.
— Ótimo. Obrigado por dizer. Já ia ser difícil dormir, sem necessidade de saber...
— Sim, mas que gesto tão nobre por sua parte — riu Vanessa tampando a boca e rindo —. É muito romântico...
Vanessa interrompeu-se ao ver transformar-se a expressão de Zac. Seu comentário tinha sido sumamente estúpido. Jamais devia esquecer que não tinha nada de romântico no acordo matrimonial ao que tinham chegado. Zac aclarou a garganta e comentou:
— Será melhor que vá para cama. Está de pé há muito tempo.
— Sim, já vou — contestou Vanessa apressando-se em escapar, antes que as lágrimas escorregassem por suas bochechas.
No início de maio, Vanessa e Zac foram ao hospital para uma visita guiada especialmente para futuros pais. Vanessa era a única mulher grávida do grupo que se notava a barriga. Tinha chegado à hora de comprar roupa. Zac fez questão de ir imediatamente depois, e assim o fizeram. De volta a casa, passaram pelo apartamento de Vanessa, que ela tinha subarrendado. Por último dirigiram-se a Brookline, a casa de Zac.
Vanessa sentia que aquele era realmente seu lar, mais do que já tinha sentido outro lugar. Nem sequer em seu apartamento.
Quando menina, jamais tinha sentido que a casa de seus avôs fosse seu lar. Eles simplesmente toleravam sua presença. Voltando a vista atrás, Vanessa compreendeu que sua mãe devia de se ter sentido exatamente igual. Os avôs de Vanessa tinham morrido enquanto ela estava ainda no colégio, e sua mãe não parecia se ter sentido demasiado afetada. Possivelmente, para ela era demasiado tarde. Era incapaz de recuperar-se e dar um giro a sua vida, Ou talvez, singelamente, carecesse do instinto maternal que tão fortemente sentia Vanessa. De um modo ou outro, a morte de sua mãe anos depois, enquanto Vanessa cursava no último ano na universidade, também não tinha sido um trauma para ela, por inesperada que fosse. No fundo, Vanessa tinha se sentido sozinha durante muito tempo.
Mas jamais voltaria a estar sozinha, pensou. Era surpreendente. E, no entanto era verdade. Ia ser mãe. Ainda mais, tinha Zac. Apesar de que ele não a amasse, apesar de que talvez finalmente quisesse se separar dela, e que quando nascessem suas filhas perdesse o interesse físico, esperava que seguissem unidos de alguma forma, que seguissem juntos em outros sentidos, além do físico.
Saber que Zac se sentia atraído por ela a enchia de felicidade, mal podia esperar para explorar fisicamente esse desejo. Mas isso não lhe bastava. Almejava seu amor, apesar de saber que era impossível. Mas Vanessa sabia reprimir seus sonhos. A vida tinha-lhe ensinado a ser realista, a trabalhar duro para conseguir o que queria. E também a compreender quando o que desejava estava fora de seu alcance. Zac, definitivamente, estava fora de seu alcance. No entanto sempre compartilhariam a suas filhas e talvez, com o tempo Zac começasse a preocupar-se também por ela. Pelo bem de suas filhas, claro. Com certeza.
Depois do jantar, Vanessa subiu a seu quarto e preparou-se para deitar-se na cama. Sentia-se muito melhor, mas seguia cansando-se com facilidade. Estava na cama, lendo um livro sobre gêmeos, quando Zac chamou à porta que conectava ambos os dormitórios, através do banheiro.
— Entre — disse Vanessa sentada na cama, com os lençóis pela cintura, vestida com uma enorme t-shirt de Zac que utilizava para dormir.
Ao vê-lo entrar com uma t-shirt e uma bermuda, Vanessa conteve o fôlego. A bermuda mal ocultava sua virilidade. Tinha uns quantos livros na mão.
— Nomes de meninas. Deveríamos começar a pensar nisso. As pessoas do escritório perguntam como as vamos chamar.
— Ainda tem tempo — repôs Vanessa dando golpezinhos na colcha, lhe indicando que se sentasse —, mas não seria ruim que começássemos a pensar.
— Há milhares de nomes aqui — continuou Zac assinalando os livros, aproximando-se do pé da cama e soltando-os sobre a colcha.
Depois Zac arranjou as almofadas e sentou-se, apoiando-se na cabeceira da cama. Vanessa começou a rir.
— Bom, ainda bem que sabemos que são meninas. Por que não fazemos uma lista com vinte nomes cada um, e depois os lemos?
— Não seja tão organizada. Podemos lê-los todos e anotar os que gostamos.
— Não, impossível — negou Vanessa se inclinando para pegar na mesinha dois blocos e dois lápis —. Toma.
Zac fez cara de desgosto, mas obedeceu. Começou a ler nomes, e depois de um momento repôs:
— Precisamos seguir alguma regra?
— Regra? A que se refere?
— Quer que os nomes rimem?
— Não, por Deus! De nenhum modo.
— Devem começar os dois pela mesma letra, ter o mesmo número de sílabas?
— Não complique as coisas, simplesmente quero dois nomes que gostemos — alegou Vanessa —. Não tem por que ter nada em comum, exceto o fato de que gostemos.
Zac assentiu e voltou a ler. Uma hora mais tarde ela deixou o lápis sobre a cama e disse:
— Eu já tenho minha lista. E você?
— Sim, comparemos. Comece você.
— Certo. Que lhe parece Margarita?
— Igual à bebida? Está de brincadeira?
— É um nome espanhol — explicou Vanessa—. E muito bonito — acrescentou tirando-o, no entanto, da lista —. Liz, Renata, Natalie, Kimberly.
— Gosto Liz e Natalie. Os outros apague.
Ao terminar de ler as listas ficavam catorze nomes .
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Primeiramente perdão pela demora!!!
Oooh caramba!!! Já to ficando angustiada com esses momentos de climão entre eles!!
Eu gosto do nome Liz somente hahaha e vocês?? Qual nome vocês sugeriam pro Zac e pra Vanessa por nas filhinhas???
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!

4 comentários:

  1. aiw que lindo o capítulo ♥♥♥
    tbm gosto de Liz,tão fofo esse nome
    e Lynda também,rsrs,nunca mais vou esquecer esse nome
    posta mais amore,kisses

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  2. Amei, pelo amooor de onde a Vanessa tira essas ìdeias de que "o zac ta fora de alcance" que ele n ama ela ?Povo enrolado , eles tem que se declarar logo, posta mais bjs bjs

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  3. aaaah a vanessa ama ele! eles tem que expor logo os sentimentos e lógico o.medico tem que liberar logo kkkkkk
    posta logo!
    amei o capítulo.. beijos

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