terça-feira, 12 de maio de 2015

Capítulo 21

Mas não foi assim. Zac esteve fora nove dias. Para Vanessa, foi uma eternidade. No segundo dia, após a ida de Zac, Vanessa foi ao médico. Uma vez mais este lhe diminuiu consideravelmente a medicação, mas nessa ocasião, para sua surpresa e alívio, as náuseas não voltaram a aparecer. E teve outra novidade, bem mais excitante ainda. Vanessa mal podia esperar o regresso de Zac.
Todas as noites, as oito em ponto, ele telefonava, passasse o que passasse. Ela sabia que devia lhe custar um grande esforço porque, com a diferença horária, para ele não eram mais que cinco. Depois da consulta, Zac a encheu perguntas sobre o peso e o crescimento das meninas, sobre a medicação. Ela respondeu com paciência, e lhe perguntou a sua vez pelos negócios. Então ele lhe perguntou pela galeria e pelo empréstimo que tinha solicitado.
— Não esperava que se respondessem por fim nesta semana?
— Sim, não me concederam — respondeu Vanessa.
— Maldita seja! Que passa na cabeça dessa gente?
— Eu muito menos que sei — disse ela antes de desligar.
E era verdade. A casa parecia-lhe muito grande, sem ele. James e ela seguiam jogando como sempre, mas a ausência de Zac tinha deixado um vazio que se sentia incapaz de encher. Então foi quando Vanessa compreendeu que isso era o que sempre tinha tido saudades em seu apartamento. Tinha-o decorado tratando de enchê-lo, mas nunca tinha sido mais que o lugar no que se deixava cair depois de uma dura jornada de trabalho. De repente Vanessa começou a suspeitar que talvez, de solteira, se tinha lançado de cheio no trabalho tratando simplesmente de encher esse vazio, a fim de evitar voltar a uma casa solitária.
Zac tinha mudado sua vida. Tinha-lhe feito compreender que era uma família, conhecer o que se sentia quando, ao voltar a casa, alguém se perguntava pela jornada com verdadeiro interesse. Que fazer, quando nascessem as meninas? Não podia abandonar a galeria, era uma estupidez pensar que seu futuro econômico estava assegurado. Se Zac cansava-se dela... Mal era capaz sequer de suportar a ideia. Vanessa jamais teria abandonado Zac por sua própria vontade, nem estava disposta a privar suas filhas de uma família e um lar. Mas a verdade era que Zac tinha todos os ases na mão.
Assim que, uma vez mais, a pergunta seguia sendo a mesma: que fazer, quando nascessem as meninas? Sempre tinha pensado seguir trabalhando, contratar a uma babá. De repente a ideia lhe desagradava. Bastaria trabalhar meia jornada, para manter a galeria?
Vanessa deu voltas e mais voltas à ideia. Talvez pudesse dar mais responsabilidades a Ashley. E ainda que expandisse o negócio, o qual lhe parecia a cada dia menos provável.
Apesar dos telefonemas noturnos de Zac, os dias eram muito longos. Vanessa começou a deitar-se na cama dele, simplesmente para se sentir mais perto. O médico tinha-lhe dado permissão para trabalhar cinco dias por semana, ainda que em meia jornada, de maneira que passava menos tempo em casa. Não obstante, estava tão aborrecida que às vezes fazia coisas ridículas. Como ficar horas e horas no futuro quarto das meninas, pensando em como decorá-lo. Ou fazer uma lista de cor dos móveis e objetos da cada habitação da casa. À oitava noite, quando Zac ligou, Vanessa lhe contou que lhe tinha ocorrido um nome para uma das meninas.
— Sim? Qual?
— Bella.
— Bella — repetiu ele —. Gosto. Estava em minha lista.
— Está bem, já temos um.
— Eu também tenho pensado em nomes — repôs ele —. Que se parece Lynda?
— Lynda, muito bonito. Bella e Lynda... Soam bem, juntos.
— Percebe que provavelmente acabemos as chamando Ella e Ly?
— É verdade, deixe-me pensar.
— A mim parecem bem — riu ele.
Ao desligar, Vanessa sorriu. Mas o sorriso apagou-se em seguida de seus lábios. Zac não lhe tinha dito que tinha saudades tantas vezes como ela. Seguramente tinha recebido milhares de propostas de outras mulheres, mais delgadas que ela. E, ainda que não o cresse capaz de lhe ser infiel, sim temia no dia em que ele lamentasse ter se casado com uma mulher que não amava.
Zac entrou em casa pela porta de trás. Era uma sorte que não tivessem cão, pensou. Estava nervoso. Chegava dois dias antes do previsto, tendo apressado seus empregados de Seattle que, para se livrarem dele, tinham trabalhado contra o relógio. Mas não importava. Só queria voltar a casa com Vanessa. Tinha ligado do aeroporto para dizer-lhe que estava a caminho, mas que não o esperasse acordada porque chegaria tarde.
Zac deixou a mala no saguão e subiu as escadas discretamente. O dormitório de Vanessa estava junto ao seu, e não queria aborrecê-la. Na realidade, Zac desejava acordá-la. Ardentemente. O que não teria dado por poder se deslizar na cama com ela? Perguntou-se Zac enquanto passava por diante da porta dela, fechada, e entrava em seu dormitório. E não só pelo sexo, ainda que não tivesse posto objeções, apenas para poder a abraçar, para ficar dormindo simplesmente, com ela nos braços. Somente a ideia produzia-lhe calafrios, enquanto despia-se. Não via nada. Saía luz pela fresta do banheiro, cuja porta estava fechada. Vanessa gostava que o banheiro estivesse quente, por isso deixava sempre a lareira acesa.
Nu, Zac atravessou o quarto até o banheiro e, depois de assegurar-se de que não tinha ninguém, entrou e tomou uma ducha. Estremeceu ao sentir a água deslizar por todo seu corpo, desejou que fossem as mãos de Vanessa. Secou-se, enrolou uma toalha na cintura, e observou a porta fechada do dormitório dela. Teria gostado que dela lhe desse as boas-vindas. Depois de uns instantes de vacilação, desiludido, apagou as luzes do banheiro e voltou a seu dormitório. Atirou a toalha ao solo, buscou os lençóis para meter-se na cama e... E quase saltou ao escutar uma voz feminina dizer:
— Já era hora.
— V! No nome de... Assustou-me! — exclamou ao fim relaxando —. Que está fazendo aqui?
— Esperando você — contestou ela com voz sussurrante e sugestiva.
Ao ouvir aquele tom de voz Zac, que sempre se excitava só em pensar nela, se voltou louco. Esteve a ponto de lançar-se sobre Vanessa, mas imediatamente pensou melhor e optou por recolher a toalha do solo e voltar a pôr-lha à cintura. Sabia que não devia começar algo que, depois, não poderia parar.
— Esperando-me para o que? — perguntou enquanto seus olhos iam-se acostumando à escuridão, começando a ver a silhueta de Vanessa embaixo dos lençóis.
— Para que venha para a cama — contestou ela se levantando e se pondo de joelhos, de cara a ele.
Um novo choque sacudiu a Zac quando foi capaz de discernir o que Vanessa usava. Ou melhor, o que não usava. Apesar da escassa luz, procedente do banheiro, Zac pode observar que a camisola era tão fina que, igualmente, poderia não ter usado nada, Vanessa se encostou contra ele e Zac a rodeou com ambos os braços para segurá-la. Respirou fundo ao sentir sua figura cálida pressionar-se contra ele e disse: — Suponho que isto significa que se alegra de ver-me.
Vanessa sentia-se muito bem junto a ele. O pulso de Zac acelerou-se mais, enquanto ela se derretia contra ele, pressionando sua virilidade excitada entre os dois. Zac gemeu em voz alta. Vanessa enterrou a cara em seu pescoço e inalou profundamente sua fragrância.
— Oh, Zac, tive tantas saudades!
— Eu também tive saudades — contestou ele tenso —. Deus, V, não é que não aprecie estas boas-vindas, mas...
— Mas esta não é as boas-vindas — o interrompeu ela alçando a cabeça e beijando sua mandíbula —. Isso virá depois.
— A que se refere? — perguntou Zac enquanto seu corpo se tencionava ao máximo.
Vanessa se derreteu em seus braços chegando ainda mais perto, e Zac reprimiu o desejo de gritar. Então ela contestou ao fim:
— O médico deu-me luz verde.
— Luz verde — repetiu Zac perguntando-se, rogando para que isso significasse o que ele acreditava —. Totalmente? Sem... Restrições?
— Sem restrições — sacudiu a cabeça Vanessa —. Disse-me...
Mas Vanessa não pôde terminar de lhe contar o que tinha dito o médico. Zac tomou-a nos braços com cuidado e tampou sua boca com os lábios, introduzindo a língua entre os dela profunda, suavemente, e beijando-a, tal e qual, desejava lhe fazer amor. Suavemente, mas a toda velocidade, a deitou na cama e se colocou junto a ela sem deixar de beijá-la. Zac tinha uma mão embaixo do seu pescoço, sujeitando-a fortemente contra ele, enquanto com a outra lhe agarrava o pulso e acariciava sua pele, deslizando um dedo pelo decote. Suas línguas se enredaram e saborearam, revelando ambos a urgência, a necessidade e o alívio de estar perto. Zac deslizou a boca por seu pescoço, beijando seu rosto, sua testa, suas pálpebras. Ao pousar diminutos beijos sobre a ponta do nariz de Vanessa, sentiu os lábios dela no pescoço, e seu fôlego sussurrante:
— Bem vindo em casa.
Uma vez mais Zac voltou a assaltar sua boca, retomando aqueles beijos profundos, irresistíveis, e sujeitando seu corpo enquanto dava-lhe prazer. Desejava que estivesse pronta para ele. Não, mais que pronta, desejava que Vanessa estivesse desesperada por ele, quando por fim a fizesse sua.
Zac deslizou uma mão para baixo, cada vez mais baixo, roçando aquele corpo feminino até agarrar por inteiro um seio. Acariciou-o e moldou-o, estimulando seu mamilo e gemendo ao mesmo tempo. Os braços de Vanessa acariciavam suas costas, mas de repente se aferraram firmemente a sua cabeça inclinando-a para abaixo para oferecer-lhe o seio.
Então ele a saboreou com a língua, lambeu o mamilo rígido e acariciou a aureola longamente, fazendo círculos, até tomar todo o seio em sua boca e começar a sugar. Vanessa arqueou as costas e enterrou os pés no colchão, tratando de respirar. A forma de abandono de Vanessa, tão erótica, esteve a ponto de acabar com as boas intenções de Zac que, levantando ligeiramente a cabeça, perguntou:
— Desejo-a, está segura de que é isto que quer?
— Completamente — disse ela com as mãos enredadas em seus cabelos. Vanessa se arqueou mais produzindo um gemido, enquanto ele lhe acariciava o mamilo uma outra vez —. Zac — gemeu ela uma vez mais —. Não me faça esperar muito.
Aquilo foi suficiente para Zac, que alongou uma mão pelo seu ventre e sentiu que o fôlego lhe cortava ao atingir o suave, encaracolado pelo entre as pernas de Vanessa. Ela se movia incansavelmente, pressionava os quadris contra ele. Zac sentia-se embargado por ela, pelo instante, pelo fato de compreender que por fim seria sua. Após tantos anos.
Desejava dizer-lhe que a amava, enquanto abria suas pernas com mão tremula. Mas era incapaz de pronunciar as palavras. Vanessa tinha se mostrado tão receosa quando mencionara pela primeira vez o casamento, que imaginava que se lhe confessasse seu amor ela se assustaria. E o último que desejava, enquanto deslizava os dedos por seu corpo úmido e cálido, era romper a magia daquele momento.
Zac continuou acariciando Vanessa acima e abaixo até encontrar o ponto mais proeminente entre suas pernas e massageá-lo fazendo círculos suavemente. Então ela conteve o fôlego e gemeu.
— Ah, gosta? — perguntou ele.
Zac tinha ainda uma mão embaixo de sua nuca, seguia inclinado para ela, e buscou seus lábios antes que pudesse sequer responder, beijando-a com a mesma maciez com que acariciava todo seu corpo. Estava tão excitado que mal podia se controlar. Vanessa sustentava seu corpo viril sobre uma perna, movendo-se embaixo dele. Ela deslizou as mãos desde sua nuca até o peito. Em seguida, no entanto, se aferrou a ele com força enquanto Zac a levava cada vez mais alto, para o cume do prazer. Breves gemidos e murmúrios saíam de sua garganta, com cada uma das caricias de Zac. Vanessa movia a cabeça de um lado a outro, desesperada.
— Não, não... Quero senti-lo.
— Que? — perguntou ele reduzindo a velocidade de suas caricias —. O que quer?
Vanessa deslizou as mãos desde seus cabelos até os ombros, e depois mais abaixo, até a cintura, antes de rogar:
— Quero você... Dentro de mim.
Instantaneamente, Zac retirou a mão de baixo de sua nuca e pôs-se de joelhos, abrindo as pernas de Vanessa e colocando-as aos lados, sobre as suas, enquanto as partes mais íntimas de ambos entravam num doce contato. Zac estremeceu.
— Não quero lhe fazer mal.
— Não me fará mal — contestou ela abrindo os braços para ele —. Agora, por favor.
Zac voltou a estremecer, esteve a ponto de jogar tudo a perder, ao ouvir seus pedidos. Por fim colocou-se em posição e lentamente, muito lentamente, penetrou-a.
— V... — a voz de Christopher mal era mais que um som gutural, um gemido, enquanto sentia uma íntima satisfação —. Não posso... Esperar mais.
— Não espere.
Zac começou a mover-se e a investir suavemente, cuidadosamente, uma e outra vez. Vanessa gemeu e envolveu-o com as pernas pela cintura. Aquele gesto introduziu-o mais profundamente dentro dela. E de repente o mundo estalou. Zac inclinou-se para frente, preparou-se para aquela sensação, e Vanessa alçou os quadris incrementando ainda mais o prazer. Ela voltou a gritar, a gemer de prazer, e Zac sentiu que por fim perdia o controle. Pôs uma mão entre os dois, acima de seus corpos unidos, e observou os olhos de Vanessa abrir-se enormemente, apesar da escassa luz, enquanto ela se convulsionava. O empurrava freneticamente com os quadris para frente, causando em ambos uma satisfação profunda. Enquanto liberava-se em seu interior e sentia que perpetuo adultério. Vanessa apertava os músculos meio a ele. Finalmente, quando passaram as últimas ondas de prazer, ambos permaneceram quietos e em silêncio, exceto por suas respirações entrecortadas.
Depois de uns instantes, Zac deslizou-se a seu lado na cama para evitar que ela sentisse excessivamente a pressão de seu corpo. Abraçou-a, inclinou-se para ela e tomou sua boca num longo e doce beijo antes de cair rendido sobre a cama. Tudo tinha sido tal e qual ele esperava. E se ficava algum rincão de seu coração que ela ainda não possuísse, a generosidade e o carinho que Vanessa demonstrou ao lhe devolver o beijo, o conquistou. Até o ponto de fazê-lo perguntar-se se ela não chegaria a amá-lo algum dia.
O corpo de Vanessa se convulsionou por inteiro ante aquela forma de possuí-la. Preguiçosamente, ela se virou para ele e pôs a palma da mão sobre o coração de Zac. Sentia-se embargada de amor pelo homem com o que tinha compartilhado tantas coisas na vida e com o que por fim, compartilhava tudo. Vanessa teve que morder a língua para não lhe confessar seus sentimentos. Custava-lhe muito recordar que, ainda que Zac se preocupasse por ela e desfrutasse de seu corpo, ainda levava Taylor em seu coração.
— Alegro-me de que tenha voltado.
— Eu também me alegro — contestou ele sorrindo.
— Aposto que sim — riu ela.
Zac voltou-se para ela e a estreitou em seus braços fortemente, dizendo:
— Detesto separar-me de você.
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Olha eu de volta e pra fechar o dia com chave de ouro!!
Finalmenteeeeee!! Alguém ai ta soltando fogo!? Porque eu
to quase!!!
Agora só falta que ele confessem um ao outro seus sentimentos
ai sim tudo se resolverá!! :D
O nosso Top Coments chega ao fim (mas não deixem de comentar pq a fic ainda
não acabou!!) com a vitória pelo maior número de comentários da Zanessa 4ever, linda por onde deseja que eu te passe a lista de fanfics para que você
escolha 4 delas pra ir pra votação??
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!

5 comentários:

  1. meu deus do ceu....Uau!!! Só o q tenho pra dizer.bjos

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  2. AAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEE até que enfim hein?!
    super mega fofo esse capítulo *-*
    amei amore ♥♥♥
    espero que os dois se declarem logo e percam esse medo
    posta mais e logo,kisses

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  3. ATE QUE FIM ,ATE QUE FIM,perfeitoooo ,so não foi mais perfeito porque eles não se declararam ,so falta isso !Posta ,mais bjs bjs
    P.S:Pode ser pelo e-mail ( doraisa15@hotmail.com) ou no face -Isa Neves,vê qual fica melhor pra vc ,pra mim qualquer um dos dois!

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  4. aleluia! agora so falta perder o medo e a insegurança e se declarar de uma vez.. se amam e acham a mesma coisa.. complicaçao viu.. kkkkk
    quero ver a declaraçao..
    amei! posta mais.

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