quarta-feira, 13 de maio de 2015

Capítulo 22

— E eu detesto estar longe de você — contestou ela comovida por sua veemência —. Mas não tinha porque se preocupar, estou bem. James teria lhe ligado se tivesse tido algum problema.
— Não o digo porque estivesse preocupado — disse então ele beijando seu olho —. Tive saudades, V. Não posso imaginar a vida sem você.
Vanessa ficou atônita. Um prazer muito diferente ao que acabava de sentir a embargou. E a esperança reavivou. Seria possível que Zac esquecesse o passado e começasse a amá-la? Sua voz soava diferente de outras vezes, tinha algo que nunca antes tinha ouvido. Mas dava-lhe medo nomeá-lo. Vanessa se agarrou contra ele e fechou os olhos, se sentindo esperançosa.
Depois daquela noite seus encontros fizeram-se habituais, e Zac foi mais feliz nessas semanas do que tinha sido em toda sua vida. Vanessa trabalhava só meio período, pelas tardes. Quando ele chegava em casa à noite, ela tinha tomado banho e lhe perguntava pelo trabalho com interesse. Depois do jantar viam televisão, conversavam ou discutiam sobre a decoração do quarto infantil. E depois... Depois chegava o momento que Zac mais esperava, desde o instante de abrir os olhos pela manhã.
Segundo parecia, sua recém estreada felicidade era evidente, porque todo mundo lhe comentava algo ou o felicitava, aonde quer que fosse.
Num dia Zac abandonava um restaurante, após comer, quando um homem o chamou ao passar. Era o Senhor Brockhiser, o presidente do Boston Savings Bank, encarregado do departamento de empréstimos, além de amigo de Zac.
— Alegro-me de vê-lo, Zac — disse Stuart estreitando-lhe a mão —. Laura e eu queríamos se dar os parabéns, por seu recente casamento.
— Obrigado, Stuart, tudo bem sua família?
— Bem, bem. O pequeno termina este ano a universidade. Talvez você e sua mulher queiram vir jantar uma noite com Laura e comigo. Onde conheceu à dama? Laura morre pelos detalhes.
— Crescemos juntos — contestou Zac —. Seu nome de solteira é Hudgens, Vanessa Anne Hudgens.
— Hudgens, da Hudgens Gallery? — perguntou Stuart sem dissimular sua surpresa.
— A mesma.
— Faz um mês pediu-nos um empréstimo. Fui visitar sua loja. É maravilhosa. Teria gostado de conceder-lhe o crédito, mas já sabe como se mostra a comissão ultimamente. As finanças não eram precisamente o seu forte — riu Stuart —. Ainda que suponha que agora sim lhe vai bem.
— Vanessa é uma mulher muito independente, e é uma excelente vendedora — comentou Zac —. Se eu fosse você, respaldaria tudo o que ela se propusesse.
— Humm — assentiu Stuart —. Bem, uma noite destas nos vemos para jantar.
— Sim, acho que Vanessa gostaria, mas será melhor esperar. Esperamos gêmeas.
— Deus meu! — exclamou Stuart abrindo enormemente os olhos —. Vai estar muito ocupado!
— Eu sei.
As semanas e as estações foram passando. A primavera deu lugar ao verão, e Vanessa começou a engordar e a engordar, enquanto os bebês cresciam em seu ventre. Ainda podiam fazer amor, e para delícia de Zac, Vanessa demonstrava ter muita imaginação e bastante agilidade apesar do que seu estado sugeria. Depois, quando deitavam juntos sobre a cama, o coração de Zac inchava até quase estalar, tratando de ocultar seus sentimentos.
Uma noite, Zac deu a tarde livre a James e voltou pra casa antes da hora para preparar uma surpresa para Vanessa. Tinha comprado rosas, e James tinha deixado o jantar feito. Zac tinha-o chamado por telefone pela manhã para pedir-lhe que pusesse a mesa com candelabros no terraço.
Ao chegar, comprovou que tinha feito algo mais que pôr a mesa. Pratos de porcelana fina, copos de vinho e de água, velas, e dois enormes candelabros estrategicamente situados. Zac colocou as rosas num jarro sobre uma mesa e observou que tinha até champanhe. Perfeito, tudo era perfeito.
Zac respirou fundo. Estava decidido. Por fim o faria. Diria a Vanessa que a amava. Que a tinha amado sempre, e que o fazia o homem mais feliz do planeta Terra. E, se não se equivocava com respeito aos sentimentos que acreditava ver crescer entre eles dois, Vanessa lhe diria que ela lhe correspondia. E então sua vida seria completa.
Zac abandonou o terraço e dirigiu-se a seu dormitório para tomar uma ducha e mudar de roupa. Vanessa amava-o, estava quase seguro. Ou isso, ou era a melhor estrela de Hollywood. Zac buscou uma caixa de fósforos pelas gavetas de seu quarto. Tinha um isqueiro no salão, mas estava seguro de que tinha fósforos por alguma parte... Provavelmente no quarto de Vanessa. James passava a vida acendendo incensos. Zac buscou na mesinha do dormitório de Vanessa por fim abriu o armário. Ao ir recolher uns fósforos, um papel sobre a cômoda chamou sua atenção. Zac abriu-o. A letra era de Vanessa. E, enquanto lia-o, a incredulidade e o choque fez presa nele, se transformando por segundos numa tremenda dor. Aparador: um serviço de chá Kirk — Stezfj —Stezfj para doze pessoas, duas toalhas de mesa irlandesas, vinte e quatro taças de vinho. Vitrina: copas de cristal de água, de champanhe, e duas classes diferentes de copos para vinho... Tinha várias folhas de papel. Eram listas de cada uma das habitações de sua casa, com seu conteúdo correspondente. Vanessa tinha estado fazendo um inventario completo. Zac voltou a deixar as folhas exatamente onde às tinha encontrado. Mal podia respirar enquanto fechava a gaveta e voltava através do banheiro a seu dormitório. Tinha sido um completo idiota, disse-se amargamente. Desde o princípio sabia que Vanessa não se casava com ele por amor e, o pensando bem, sua posição econômica devia ter muito que ver com a decisão de o eleger como pai para seus filhos.
— Zac! Onde está?
Zac respirou fundo. Não estava preparado para enfrentar ela. Mas não tinha escolha.
— Aqui, em cima — gritou —. No quarto.
Zac permaneceu imóvel, escutando os passos de Vanessa nas escadas, entrando em seu próprio dormitório, e indo a seu encontro através do banheiro.
— Sabe de uma coisa? — perguntou ela jubilosa com o rosto iluminado e mais belo que nunca.
— O que?
— Concederam-me o empréstimo! Hudgens Gallery vai expandir-se! — exclamou lançando-se a seus braços —. Oh, Zac, estou tão contente!
— É estupendo — contestou Zac agarrando-a pela cintura automaticamente, tratando de aparentar naturalidade. Depois se soltou e foi ao banheiro lavar as mãos, fingindo estar ocupado —. E quando pensa começar?
— Imediatamente — contestou ela o seguindo, sorrindo. Zac olhou-a e observou certa confusão em seu rosto —. Já falei com o dono do local que ocupa a galeria. Quero alugar-lhe também o do lado, e tirar a parede que os separa. Acho que não me porá nenhuma exigência.
— Então tudo arranjado — disse Zac se esforçando por sorrir —. Tem fome? Pode contar-me tudo durante o jantar.
— Estou morta de fome, mas acho que teremos que preparar sozinhos. James não está em casa, e a mesa não está posta.
— Ah, pedi a James que pusesse a mesa no terraço — teve que confessar Zac. Se tivesse chegado Vanessa uns minutos mais tarde... —. Irei preparar o jantar e o levarei no carrinho.
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Acho que meu coração parou de funcionar.... Deus do céu!!
Justo quando o Zac criou coragem para dizer o que realmente sente pela
Vanessa ele acha esse papel de inventario ai!? 
E por que será que a Vanessa tava fazendo um inventario
das coisas do Zac??? Ela não pode ter se casado com ele para obter vantagens
como o Zac ta pensando!! Isso não!!
A Vanessa ama ele!! Tem que ter outra explicação....
O que será que ocorrerá nesse jantar hein!?
Zanessa 4ever já escolheu as 4 fica e a votação está aberta!!! A votação vai até 18/05 às 15:30h.
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!

4 comentários:

  1. Meu coração também parou ,ai para ,logo agora que eles estavam super bem, e que o Zac finalmente resolveu se declarar!Aff,não acho que ela foi interesseira,deve ter algum motivo!Posta mais bjs bjs

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  2. OMG...como assim??????
    agora tô boiando aqui
    a Vanessa ama o Zac,certo??????
    logo agora que tudo ía bem,isso acontece
    meu Deus,não acredito
    posta mais,kisses

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  3. Como assim?
    Estava bom de mais pra ser verdade
    Adorei o capítulo

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  4. quer me matar do coração?
    como assim? ela ama ele..
    posta logo, morrendo de curiosidade..
    beijos

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