sábado, 16 de maio de 2015

Capítulo 25

Ao chegar ao escritório Vanessa fechou a porta e apoiou-se nela. As lágrimas começaram a correr por suas bochechas, deixando um rastro de fogo. Respirava com dificuldade. O fato de que Zac pudesse falar de Taylor com tanta naturalidade, instantes após que eles dois tivessem estado a ponto de manter uma conversa importante, era o mais revelador. Mais revelador que qualquer palavra. Zac tinha deixado bem claro qual era seu papel, dentro de sua vida. E não era o de esposa amada.
Vanessa continuava sentindo-se magoada no dia seguinte, quando o proprietário a chamou para lhe perguntar se queria renovar o contrato de aluguel do apartamento. Disse estar ocupada para ganhar tempo, mas seu primeiro impulso foi responder-lhe que sim. Na realidade não precisava do apartamento, vivendo com Zac, mas... Uma voz em sua mente aconselhava-lhe conservá-lo, e Vanessa sabia muito bem ao que se devia sua vacilação. Enquanto Zac continuasse tendo Taylor presente em seu coração, o futuro de ambos era incerto.
Sim, teriam filhos, e estava segura de que Zac veria esses filhos como um laço entre os dois. Mas não estava segura de poder compartilhar Zac com uma lembrança. E a cada dia duvidava mais.
Ademais, tinha outro fantasma. Um fantasma bem mais real e ainda mais temível que a lembrança de sua ex-mulher: o rosto de Zac ao ver àquela enfermeira tão parecida com Taylor. Vanessa tinha gravada em sua mente a expressão do semblante de Zac, era como uma ferida. Que aconteceria se algum dia encontrasse outra mulher parecida com Taylor? As convicções de Zac a propósito do casamento e a família podiam perfeitamente ser postas à prova, se algum dia voltasse a apaixonar-se. E então, o que seria dela? Ficaria sozinha. Sozinha, como tinha estado sempre em sua vida, Vanessa não queria precipitar as coisas, de maneira que chamou ao proprietário e marcou uma hora para assinar o novo contrato antes de ir ao banco para pôr em ordem os papéis para o empréstimo.
Vanessa assinou o novo contrato nesse mesmo dia e, logo após, dirigiu-se ao banco com certa sensação de alívio. Conservar o apartamento fazia-a sentir-se mais segura, como se ainda tivesse em suas mãos as rédeas de seu futuro.
— Senhora Efron! Obrigado por vir — saudou-a o senhor Brockhiser, saindo ao saguão para saudá-la e apertar sua mão.
— É um prazer, acredite — sorriu Vanessa —. Alegrei-me muito de que me chamasse. Estou decidida a aumentar a galeria.
O senhor Brockhiser a fez passar a seu escritório e tomar assento.
— Alegro-me de ouvi-lo, ainda que vá estar muito ocupada com essas gêmeas, não?
— Sim, mas como...? — Vanessa interrompeu-se —. Como sabe você que vou ter gêmeas?
— Zac me disse — contestou o banqueiro —. Acho que vocês dois eram amigos da infância, não? Minha mulher morre por conhecê-la.
— Humm... Pois sim, crescemos juntos, sim. Não sabia que conhecesse Zac.
— Oh, sim, conhecemo-nos faz tempo. Eu o conhecia antes que tivesse ficado rico. É uma pessoa com instinto para os negócios. Quando me disse que apoiaria qualquer projeto que você se propusesse, voltei a falar com a comissão de empréstimos e solicitei de novo seu crédito. Deveria ter-me dito você que estava casada com Zac, lhe teria dado o crédito instantaneamente.
Vanessa ficou gelada. Então essa era a razão da mudança de opinião: Zac respaldava o crédito, garantia-o. Tudo começou a fazer sentido: a afável bem-vinda do banqueiro, o fato de que a fizesse entrar em seu escritório. Vanessa tratou de aparentar indiferença e disse:
— Se importaria em desculpar-me por um momento, senhor Brockhiser?
Antes que ele pudesse responder, Vanessa tinha levantado da cadeira e saía do escritório. Atravessou o saguão e girou numa esquina em direção aos banheiros.
— Encontra-se bem, senhora Efron? — gritou o banqueiro desde a ombreira da porta.
Vanessa não contestou. Por sorte o banheiro não estava ocupado. Fechou a porta e começou a respirar fundo, tratando de reprimir o pranto. Não podia crer. Zac sabia, sem nenhuma dúvida, que ela se tinha proposto realizar o projeto sem sua ajuda. Como era possível que tivesse se encontrado com o banqueiro a suas costas? Algumas lágrimas escorregaram por suas bochechas, mas Vanessa repetiu-se que eram de raiva. Não obstante, no fundo sabia que não era assim.
Zac tinha-lhe feito conceber esperanças num futuro que nunca, até então, tinha acreditado ser possível. Vanessa jamais tinha sonhado com o amor. Não tinha permitido a si mesma, porque sabia que derrubar as defesas amargamente levantadas a destruiria. Nunca tinha experimentado um verdadeiro amor em sua vida, e se sentia aterrorizada ante a ideia de que pudesse existir algo assim. Mas Zac tinha sabido derrubar lentamente os alicerces desse medo, e ainda que Vanessa soubesse que jamais chegaria a ser tudo o que ele esperava numa mulher, acreditava, com certeza, que podiam viver juntos o resto de suas vidas. Ela lhe tinha oferecido filhos, uma devoção muda, um feliz casamento baseado na amizade e na paixão... E ele lhe tinha jogado tudo na cara.
Zac conhecia a rejeição que ela sentia ante a ideia de aceitar dinheiro dele, sabia o importante que era para ela a independência. Mas tinha preferido ignorá-lo. Se a amasse, teria respeitado seus desejos. E esse era realmente o problema.
Vanessa tinha estado enganando-se a si mesma, achando que podiam viver juntos. Mas era impossível. Juntos, não. Porque a Zac isso não lhe interessava.
Zac pendurou o telefone de mau humor. Onde estava Vanessa? Aquela manhã tinha telefonado três vezes para a galeria, mas Ashley tinha-lhe dito uma e outra vez que nem sabia onde ela estava, nem quando voltaria. A princípio, Zac só tinha ligado para convidá-la para comer, mas ao compreender que não podia localizá-la tinha começado a se inquietar. E essa inquietude aumentava a cada momento. Em que estava pensando Vanessa? Para uma mulher em seu estado, sobretudo com o risco acrescentado da gravidez múltipla, devia dizer sempre aonde ia.
Tinham passado três semanas, desde o dia em que ela tinha saído apressadamente da pequena sala de jantar da cozinha, depois de revisar as caixas. Zac sabia que aquele momento tinha sido definitivo de sua nova relação, mas continuava sem compreender exatamente em que sentido tinha ficado definida. Naquela noite, Vanessa tinha dormido em seu próprio dormitório, alegando uma dor de estômago. No dia seguinte ela tinha ido ao médico e, quase como se fossem cúmplices, este lhe tinha proibido manter relações sexuais até o parto. E desde então ela não tinha voltado a seu dormitório. Zac tinha tratado de convencê-la algumas vezes, mas ela tinha alegado que dormia mal e que não ia deixá-lo dormir. E as poucas vezes em que Zac tinha tentado falar sobre o sucedido naquele dia, Vanessa evitava o assunto. Nem sequer tinha-o olhado. Que demônios tinha ocorrido? Estava sentida por causa da roupa de bebê, encontrada na caixa? Seria possível que sentisse ciúmes de Taylor, e das lembranças que conservava dela? Zac não acreditava nisso. Vanessa tinha querido muito a Taylor. Ademais, era evidente que ele jamais tinha sentido por sua falecida esposa o mesmo que por Vanessa. Não, podia ser um produto de sua imaginação.
Apesar de tudo, Zac tinha tido o tato de voltar a guardar a roupa de bebê na caixa e a guardar, dentro do armário do quarto das meninas. Dias depois, não obstante, Vanessa tinha aberto a caixa e tinha tirado tudo do armário para utilizá-lo, e, evidentemente, não era essa a razão.
De repente soou o telefone. Zac atendeu-o preocupado.
— Sim?
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
O que ta acontecendo hein!? 
Chegou a hora da avalanche despencar e acabar com tudo de lindo e
maravilhoso que estava acontecendo!?
Quero que eles voltem ao que era antes!!!!! 
E quem será que ta ligando pro Zac hein?!
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!

6 comentários:

  1. Ai mds ,n acredito,tv td tão bem,tomara que eles se delarem e fiquem bem verdadeira e definitivamente!Posta mais bjs bjs!

    ResponderExcluir
  2. Ai Meu Deus.
    Eu quero a continuação...
    Posta mais!

    ResponderExcluir
  3. nossa.. meu deus como assim?
    super curiosa.. posta logo..

    ResponderExcluir
  4. Demorei de novo milhões de anos a comentar :(
    Bem... li todos os capítulos e gostei. Até já houve cena de sexo :D
    Fiquei curiosa para a continuação.
    Posta logo.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  5. posta mais...to preocupada com o telefonema

    ResponderExcluir
  6. OMG tô surtando aqui
    posta logo amore,pleaseeee

    ResponderExcluir