domingo, 17 de maio de 2015

Capítulo 26 (Penúltimo Capítulo)

— Zachary?
— Sou eu.
— Sou Stuart Brockhiser. Temo que sua mulher não se encontre bem.
— Está no banco?
— Não, já foi. Veio assinar os papéis, mas pouco depois de chegar, correu para o banheiro de senhoras. Esperei-a, mas não voltou a meu escritório, e um dos empregados me disse que saiu do banco faz um tempo.
— Obrigado por avisar-me, Stuart — contestou Zac —. Será melhor que vá pra casa.
Zac ligou para casa do carro, mas Vanessa não tinha chegado ainda. James prometeu avisá-lo assim que tivesse notícias dela. Também não estava na galeria, e Ashley também não sabia de nada. Ao entrar na garagem de casa, o telefone continuava sem soar. James saiu para recebê-lo, preocupado.
— Onde pode estar?
— Não sei — disse Zac, que se apressou a chamar o hospital.
Vanessa não tinha ido à consulta do médico, e também não tinha estado no hospital. O pânico apoderou-se de Zac, que tratou por todos os meios de se dominar. Por fim decidiu voltar à cidade, ainda que não soubesse muito bem que direção tomar. Se tinha ido ao banco, podia estar sentada em qualquer um dos cafés próximos, ainda que o inquietasse a ideia de que não o chamasse se se sentisse mal ou estivesse de parto, tal e como temia. Por fim no carro, a caminho, soou o telefone.
— Sim?
— Zac, Vanessa está em casa — disse James.
— Obrigado, está bem?
— Não sei. Subiu diretamente para seu quarto, e pediu-me que não a incomodasse.
— Estarei ai em cinco minutos.
Zac girou o volante numa manobra proibida e foi em direção a Brookline. Saiu apressado do carro e subiu os degraus de dois em dois, jogando a jaqueta para James e se dirigindo para o dormitório de Vanessa.
— V! Onde diabo estava? Tenho estado preocupado pensando...
— Pois deixa de preocupar-te. Estou bem. Os bebês estão bem — interrompeu ela com frieza e calma, em contraste com a veemência dele.
— Ocorre algo?
— Não.
Algo mal ocorria, algo terrível, mas Zac nem sequer podia imaginar de que se tratava. Ficou observando-a por uns segundos.
Estava pálida, mas não parecia se sentir mal. Então se deu conta do que ela fazia: as malas. Vanessa esvaziava sistematicamente as gavetas.
— O que está fazendo?
— As malas.
— Por quê? — perguntou Zac cheio de frustração.
— Porque sim. Vou embora. Este casamento é um erro.
A frustração e o medo de Zac deram lugar ao terror. À ira.
— Um erro? Que demônios se passa? O senhor Brockhiser me ligou e me disse que saiu de seu escritório, e que está preocupado.
— Ah, sim, o senhor Brockhiser. seu amigo — comentou Dulce algo mais de acaloramento —. seu bom amigo, o banqueiro, disse-me hoje que se ofereceu para garantir meu crédito.
— Que eu... Que? Isso não é verdade, eu jamais...
— Ele me disse — interrompeu-o Vanessa acaloradamente —, assim não se incomode de o negar.
— Mas eu o nego! — exclamou Zac guardando depois silêncio e tratando de recordar sua conversa com o senhor Brockhiser. Que era exatamente o que lhe tinha dito? Que se fosse ele, apoiaria qualquer projeto de Vanessa. Mas não o tinha dito num sentido literal —. Humm... Acho que você e Stuart interpretaram mal minhas palavras — acrescentou Zac com mais calma.
— Não importa.
— A mim sim. Disse-lhe que se eu fosse banqueiro, apoiaria qualquer projeto seu. Porque eu creio em você — afirmou Zac —, não porque queira liberar o dinheiro, arriscando-o.
— O risco não é tão grande.
— Isso já sei! — gritou Zac —. Não acabo de dizer isso?
Vanessa deixou-se cair na cama, fez-se uma massagem nos rins, suspirando.
— Escuta Zac, sinto ter lhe preocupado. Se tenho interpretado algo mal, lhe peço desculpas por isso também, mas...
— Sim, fizeste.
— Mas isto... — continuou Vanessa fazendo um gesto para o quarto —... não vai funcionar.
— O que é que não vai funcionar? — perguntou Zac aterrorizado, imaginando ao que se referia, negando-se à escutar.
— Nosso casamento.
— Por que?
— Porque você só se casou comigo para ter filhos! — gritou ela.
— E você também! — gritou ele por sua vez. Fez-se um silêncio no quarto, enquanto ambos digeriam as duras palavras dos dois —. Além de pelo meu dinheiro, claro — acrescentou Zac amargamente.
— Por seu dinheiro? — repetiu Vanessa com voz estrangulada, contendo o fôlego —. Se quisesse seu dinheiro, por que me ia incomodar tanto em obter o crédito?
— Bem — contestou Zac depois de uma pausa, considerando-o —. Então suponho que essa lista detalhada de objetos e móveis da cada cômodo foi feita por diversão.
Vanessa olhou-o perplexa, fixamente. Seu olhar fez-se depois mais penetrante, até que por fim se pôs em pé e abriu a gaveta do armário pegando os papéis a que ele se referia. Atirou-os ao ar, num gesto acusador, e disse:
— Se se refere a isto, realmente o escrevi só por diversão, para esquecer o fato de que estava prisioneira nesta cama e não podia me mover. E se não quer acreditar, pergunta a James. Ele sugeriu que me dedicasse a fazer listas.
O rosto de Vanessa estava completamente pálido. As mãos tremiam. Vanessa voltou-se lhe dando as costas. Recolheu a roupa que tinha tirado e os jogou na mala sem os dobrar sequer. Aquele gesto revelava o quanto estava cansada, porque Vanessa era incapaz de guardar a roupa usada sem a dobrar primeiro.
— V, não quero que se vá — disse ele com calma desesperado.
— Tenho que ir — contestou ela com igual calma.
— Para onde? Aonde irá? — perguntou Zac lutando de repente por seu casamento, por sua vida.
— Vou ficar no Hilton durante três dias. Depois voltarei a meu apartamento.
— Seu apartamento? Achava que o contrato vencia neste mês.
— Renovei.
Tinha renovado o contrato. Aquelas palavras permaneceram sem sentido para Zac durante instantes. Depois, compreendendo de repente o que significavam, toda a esperança que ainda lhe restava se desvaneceu. Vanessa não acabava de tomar uma decisão, fazia só duas horas que tinha saído do banco. O que significava que...
— Jamais pensou permanecer em minha casa, casada comigo, não é verdade? — perguntou Zac tratando de engolir a intensa dor de seu peito —. Foi só uma decisão temporária para... Para que? Se não era por dinheiro, então, para que?
— Achei que funcionaria — contestou Vanessa voltando a sentar-se na cama, enlaçando as mãos baixo o ventre e olhando pela primeira vez a Zac aos olhos com tristeza —. Tínhamos uma profunda amizade, e estava segura de que entre nós teria paixão, tal e como você disse... Mas não posso continuar vivendo assim, Zac — explicou voltando a se pôr em pé e se dirigindo à janela —. Não me basta. Jamais sonhei em ter um casamento e uma família para valer, mas você me fez desejar e... — Vanessa sacudiu a cabeça e depois a levantou para olhar o teto. Estava a ponto de chorar —. Não posso competir com um fantasma. Eu nunca serei a Taylor. E se alguma vez encontrar alguém que possa lhe dar o que ela lhe dava, não quero estar aqui para ver. Não quero ser um obstáculo em seu caminho. Não suportaria.
Zac olhou-a atônito. Estava dizendo o que queria, o que esperava, o que rogava que dissesse?
— V... — disse dando um passo para ela.
— Não — o deteve ela com um gesto do braço. Zac parou —. Não. Compartilharemos as meninas, prometo. Não irei a nenhuma parte, nem lhe negarei tempo para estar com elas. Estará tanto quanto eu. Poderá...
— Vanessa! — Zac disse quase a gritos, uma vez mais. Em dois passos esteve a seu lado. O coração batia freneticamente no peito. Com dedos trêmulos agarrou-a pelos ombros e obrigou-a a se virar. Vanessa estava chorando. Zac sentiu-se terrivelmente ferido ao comprová-lo, mas a esperança e a alegria cresciam com força em seu interior —. V... Está dizendo que...? — Zac respirou fundo. Equivocava-se, se não era verdade o que tinha acreditado entender, todo seu mundo, toda sua vida teria acabado —... Ama-me?
Os olhos de Vanessa eram como dois poços profundos de chocolates, brilhantes por causa das lágrimas. Vanessa assentiu. Zac não podia acreditar. Exalou o ar retido, que nem sequer sabia que estava contendo, e disse:
— Sabe quanto tempo tenho estado lhe amando? Sabe quantos anos tenho estado lhe desejando?
Zac ficou olhando-o nos olhos, hipnotizada pela intensidade de seu azul, sustentando seu olhar.
— Você... me ama?
— Amo você. Amei você sempre — repetiu Zac sacudindo-a muito suavemente.
— Mas jamais me disse... — insistiu Vanessa incapaz de acreditar nele.
— Jamais mostrou interesse em me escutar — explicou Zac com calma, com o eco de uma antiga dor em sua voz.
— Mas quando voltei a Boston você já tinha casado. Aquilo me deixou... Atônita. E magoada...
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Só assim com a avalanche despencando pra esse dois finalmente falar
que um ama o outro!!! Eitaaa que tava dificil!!
Espero que depois isso a Vanessa desista de se separar do Zac!!
Espero que eles voltem a fica bem!! 
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!


4 comentários:

  1. ATÉ QUE FIM,ATÉ QUE FIM,como são lerdinhos mds ,mas pelo menos saiu,tomara que agora tudo fique bem!Posta mais,bjs bjs

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  2. ALELUUUUUIIIIAAAAA até que enfim se declararam
    espero que agora eles fiquem juntos pra valer
    amei o capítulo ♥♥♥
    posta mais,kisses

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