sábado, 2 de maio de 2015

Capítulo 9

Depois de falar com James, que estava em seu serviço desde antes da morte de Taylor, Zac voltou à sala de estar. Vanessa contemplava o jardim pelas janelas. Ao ouvi-lo entrar voltou-se e sorriu, dizendo: — Já sei o que está tentando fazer.
— Sim? O que? — perguntou Zac aproximando-se dela e lhe oferecendo um copo de vinho.
— Quer que me apaixone por sua casa para que aceite morar aqui.
— E acha que vou conseguir? — perguntou Zac dando um gole e saboreando o vinho.
—Seguramente. Sempre quis morar perto da galeria, mas isto não está tão longe, e é lindo — contestou Vanessa dando um gole de vinho, vacilante —. Mas se lhe incomoda morar aqui... Quero dizer você morava aqui com Taylor...
— Não, não passa nada. Pensa em voltar a trabalhar após o nascimento da criança?
— Não quero falar disso, sou muito supersticiosa para essas coisas. Você sabe muito bem que não é tão fácil ficar grávida.
— Tenho a sensação de que vamos ter sorte — afirmou Zac. Vanessa olhou-o mordendo o lábio. Aquele gesto o deixava louco —. Deixa de fazer isso — ordenou se aproximando para lhe acariciar o lábio —. Tem uma boca muito bonita, para estragar assim.
— Ah, obrigada — contestou ela com voz rouca, deixando de morder imediatamente.
— Olha, quero mostrar-lhe uma coisa — continuou Zac voltando-se de costas com a maior naturalidade, como se aquele instante de intimidade fosse habitual entre eles.
— O que é? — perguntou Vanessa sentando junto a ele no sofá.
— Fotos — contestou Zac —. Tinha um montão de coisas de minha família guardadas e faz pouco tempo que as peguei. Na semana passada encontrei este álbum. Você está em algumas delas.
— Eu? — perguntou Vanessa abrindo os olhos —. Mal tenho fotos minhas fora as do colégio. Poderiam contar com os dedos de uma mão. Importa-se se fizer cópias?
—Não, claro. Quer vê-las?
Vanessa se sentou no sofá. Os braços de ambos se roçaram. Juntos abriram o velho álbum de fotos. Zac não o tinha visto inteiro. Não tinha tido tempo, nem coragem. Sua infância tinha sido feliz, mas seus pais tinham morrido. Seu pai, de um ataque no coração enquanto ele estudava na Universidade, e sua mãe fazia só quatro anos. Dylan, seu irmão, vivia a algumas horas de distância. Nos felizes dias de brincadeira pelas ruas de Charlestown, com Vanessa os perseguindo, não eram mais que uma lembrança.
— Olha! — exclamou Vanessa — O Big Brown Bomb.
O Bomb. Zac riu. Tinha esquecido aquele velho carro de seu pai. Costumava convidar um montão de garotos do bairro, só pelo prazer de os ouvir durante todo o caminho, rindo e gritando nos buracos do asfalto.
— Lembra daquela vez que Bubba se agarrou ao pescoço de meu pai enquanto ele dirigia?
— Jamais o esquecerei! — riu Vanessa a gargalhadas —. Quase saímos da estrada, enquanto seu pai tratava de tirá-lo de cima.
Zac e Vanessa seguiram passando as folhas do álbum com um sorriso, recordando. Na última página tinha uma foto deles dois, no dia em que ele começava o colégio. Zac sorria e agarrava Vanessa pela mão. Ela, ao contrário, estava séria, parecia irritada.
— Em que estava pensando?
— Estava irritada — contestou Vanessa —. Você ia embora do colégio, e para mim faltavam ainda um ano de colégio. Até esse dia, você tinha me levado sempre pela mão. Era a primeira vez que me separava de você, e só de lembrar não suportava — explicou roçando os lábios sorridentes de Zac com um dedo —. Você, ao contrário, estava entusiasmado.
— Estranho que eu estivesse entusiasmado, detestava me separar de você — confessou Zac sinceramente.
— Oh, Zac! Éramos tão unidos! Que ocorreu?
— Você me abandonou pelo futebolista — disse ele sério, mais sério do que tinha pretendido num primeiro momento. Ao voltar à vista para Vanessa, tratou de corrigir o gesto e sorrir —. E eu me fiz milionário e encontrei uma garota que me quis.
— O jantar está pronto — anunciou James entrando na sala de estar —. Quando vai me apresentar esta preciosidade, Zac?
Vanessa sorriu e estendeu uma mão. Não se assustou ante a mecha de cabelo rosa berrante dos cabelos do mordomo, nem ante suas calças de couro, que pareciam pintadas diretamente sobre o traseiro. James estreitou sua mão e ela perguntou:
— Pensa em me conquistar?
— Não, querida, só quero que me empreste sua roupa, se são todas tão lindas como a que usa hoje — contestou James acariciando com um dedo a blusa de seda de Vanessa.
Vanessa começou a rir. James deu uns golpezinhos em seu relógio e dirigiu-se a Zac com cara de poucos amigos.
— Cinco minutos, quando muito. Já sabe como me irrito quando deixa que a alface murche — comentou o mordomo saindo do cômodo.
— Onde o encontrou? — perguntou Vanessa.
— James é único, verdade? — sorriu Zac encolhendo os ombros —. Sua tia era nossa servente, mas teve que se retirar, por um problema no joelho. James veio substituí-la temporariamente, mas em seguida dei-me conta de que era um excelente cozinheiro, e uma joia com o computador. Ocupa-se da roupa, vigia o jardineiro, faz tudo. Não saberia o que fazer sem ele. Foi uma grande ajuda para mim, quando Taylor morreu. Seu colega sentimental tinha morrido justo antes de começar a trabalhar aqui, assim que sabia muito bem pelo que estava passando.
— Gosto dele.
— Eu também, mas lhe advirto que se põe num humor de cão quando deixo esfriar o jantar.
— Então não o façamos esperar — contestou Vanessa entrando na sala de jantar. James tinha posto a mesa para duas pessoas e tinha acendido a lareira. Sobre a mesa, tinha colocado flores e candelabros —. Você é um tesouro, não tinha que fazer tanto.
— Não fui eu — riu Zac —. Eu só pedi a James que fizesse o jantar. Isso foi ele quem planejou.
— Bom, já sabe a que me refiro.
— Queria que este jantar fosse especial — confessou Zac encolhendo os ombros.
— Por que?
— Bom, vamos começar um novo capítulo em nossas vidas, não?
— Sim, é verdade — confirmou Vanessa baixando a vista.
Ambos permaneceram em silêncio até que James terminou de servir o jantar. Quando se foi, Zac aclarou a garganta e disse:
— Quanto tempo demorará para saber se ficou grávida, uma vez terminado o processo?
 —Vão me controlar fazendo exames de sangue a cada três dias. Têm que averiguar se sobe meu nível Beta. Suponho que se trata de um hormônio. Segundo parece deve subir gradativamente, e quando chegue a dois mil significará que estou grávida. Depois de seis ou sete semanas me mandarão ao obstetra, para acompanhar a gravidez. A não ser que surjam dificuldades, claro. Mas espero que não.
— Muito bem, vamos adiante.
Assim fizeram. Zac levantou-se cedo na quinta-feira seguinte para ir ao centro de fertilidade, onde uma enfermeira lhe deu um frasco estéril e lhe conduziu a uma sala na qual muitos outros homens antes que ele tinham produzido uma amostra de esperma. Segundo a enfermeira, a sala tinha alicerces visuais para o caso: revistas, vídeos.
Zac abriu a calça nervoso. Que ocorreria se não podia...? Jamais tinha tido problemas, mas aquela situação era estressante. Ao final, o único que teve que fazer foi pensar em Vanessa. Seu corpo respondeu como sempre, nada mais a imaginar. Compreendia ela realmente como seria sua relação, uma vez casados? Zac estava disposto a oferecer-lhe um quarto para ela sozinha, mas sua intenção era compartilhar a cama a cada noite.
No dia seguinte Zac repetiu a operação. E cruzou os dedos suplicante, enquanto lavava as mãos. Se aquele procedimento atingisse os resultados desejados, Vanessa e ele se casariam. Ela tinha preferido não se verem durante esses dias, mas Zac ligou naquela noite.
— Foi tudo bem?
— Sim, tudo foi bem. Agora só falta esperar — contestou Vanessa.
— Te proibiram de fazer alguma coisa?
— Não, simplesmente estive deitada durante dez minutos, ao terminar. Isso foi tudo.
— Isso é tudo? Só dez minutos? Mal terá dado tempo a que meus mergulhadores nadem, corrente acima.
— Acho que tinham um forte incentivo — riu Vanessa, tal e como ele tinha pretendido.
Os dias passaram lentamente, enquanto Vanessa esperava. Para manter-se ocupada, levava o trabalho de contabilidade para casa, pelas noites. Num dia, entre os papéis encontrou uma carta. Poderia ter repetido de cor seu conteúdo: Lamentamos comunicar-lhe que sua solicitação de um novo crédito foi negada.
Vanessa deixou a carta a um lado. Brockhiser tinha-lhe comentado por telefone que a comissão de empréstimos encontrava a dívida excessivamente elevada. Isso era tudo, fim da discussão. Mas tinham mais bancos. Vanessa tinha solicitado créditos em outros e, com sorte, talvez algum lhe fosse favorável. Então bateram na porta. Vanessa sabia que era Zac. Tinha se oferecido para levar-lhe o jantar em casa.
— Olá — saudou ele, com uma sacola de comida pronta na mão.
— Olá — contestou ela lhe estendendo um envelope.
— Que é isto?
— Uma chave de minha casa. Pensei que gostarias de tê-la, já que agora somos... Já sabe.
— Sim, sei como se chama — riu Zac guardando no bolso —. Obrigado. O jantar está servido — acrescentou deixando o pacote de sanduíches e biscoitos sobre a mesa.
— Obrigada. Qual você quer?
— Tanto faz. Já sei qual você gosta. Mas se prefere pode comer o de peru.
— Não, você é um encanto — contestou Vanessa elegendo o de peixe.
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Perdão Sabrina Alves de Melo li os comentário hoje pela manhã então resolvi esperar
para assistir a reprise do programa do Zac pra pode postar!!!
Sobre o capítulo: Eu to amando cada vez mais e mais isso.... Agora é só esperar e 
torcer para que a Vanessa esteja grávida e que se passe logo o primeiro trimestre para
que se casem!! Eu não estou aguentando essa tortura de esperar pra que esse
casamento aconteça!!
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

5 comentários:

  1. Acabo de comentar num capítulo e descubro que tenho outro para ler :D
    A Vanessa ficou louca pela casa! Gostei da parte da conversa dos dois em que o Zac e a Vanessa falam que a ela trocou o Zac pelo futebolista e que ele ficou rico e que encontrou uma garota que o quis.
    Posta logo.

    Beijos.

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  2. aiii ficou perfeito esse capítulo *-*
    tô amando essa nova fase da vida do Zac e da Nessa ♥♥♥
    posta mais,kisses

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  3. Adorei o capítulo
    Estou completamente apaixonada pela fic

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  4. Amei o cap,tomara que ela esteja grávida e que eles se casem logo!posta mais bjs bjs

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  5. Está perdoada rsrs . Adorei o cap. Posta logo bjos..

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