quarta-feira, 6 de maio de 2015

Capítulo 13

— Terá que ficar uns dias no hospital — indicou o médico ao vê-la —. Está se desidratando. Vamos por ela no soro e darão uma medicação para as náuseas.
— Isso não causará dano ao bebê?
— Não, o verdadeiro perigo para o bebê agora é a desidratação.
Seis horas mais tarde Vanessa jurava que se sentia melhor. Podia inclusive levantar a cabeça da almofada. Estava internada no hospital, num quarto só para ela.
— Não tenho tempo, não posso ficar aqui — se queixou Vanessa.
— Não tem escolha — contestou Zac, que tinha estado lendo o jornal enquanto ela dormia.
— Não pensava passar a gravidez assim, que vou fazer com a galeria?
— Não tem ninguém que possa se ocupar dela temporariamente?
— Sim, mas é muito jovem, não tem experiência. Não posso me arriscar a perder a loja.
— Está bem, eu mesmo irei amanhã, pessoalmente dar uma olhada.
— E o que você sabe sobre lojas?
— Nada — contestou Zac —, mas não terei dificuldades. Sei algumas coisas sobre finanças, sabe?
— Sim, se levantar meu negócio igual fez com seu império financeiro, não poderei me queixar. Talvez inclusive deva ir ao banco me conseguir um empréstimo.
— Quer pedir um empréstimo?
— Sim, quero expandir o negócio. Lembra-se que te falei da concorrência?
— Sim, lembro.
— Bem, isso disse aos bancos — murmurou Vanessa —. Despediram-me de três, com o rabo entre as pernas. Segundo parece, meu negócio é muito arriscado.
— Isso é ridículo! Às vezes, as comissões de empréstimos não vêem para além de seus narizes — comentou Zac acariciando sua mão, enquanto ela fechava os olhos —. Deixa de se preocupar, conseguirei esse empréstimo.
— Não! — negou ela abrindo os olhos —. Não admito que me empreste dinheiro, sem nenhum conceito.
— Não é nenhum crime, sabe? Eu não estaria onde estou, se alguém não tivesse me emprestado.
— Disse que não, Zac. Falo sério. Quero fazer isto a meu modo.
— Está bem — contestou Zac tratando de acalmá-la —. Prometo que não meterei o nariz em seus assuntos.
Vanessa fechou os olhos e calou.
Se dava conta de que quando se casassem seria rica? Não, provavelmente não. Zac a deixou uma nota na mesinha e abandonou o hospital. Iria à Reilly Gallery, ver se tudo ia bem. Não queria que Vanessa se preocupasse, por muito que seu futuro material estivesse assegurado.
Era de noite quando Vanessa acordou. Zac levantou-se do sofá e aproximou-se de seu lado.
— Olá — saudou-a pondo uma mão sobre a dela —. Está a horas dormindo.
— Que hora são? — perguntou Vanessa estranhada, comprovando que tinha deixado de sentir náuseas.
— Oito e meia, dentro de trinta minutos me expulsarão daqui.
— Estou melhor. Importaria em levantar um pouco a cabeceira da cama?
— Assim?
— Sim, assim está bem. Obrigada — acrescentou Vanessa girando a mão para agarrar a dele.
— De nada, só tive que apertar um botão.
— Não me referia a isso, mas ao fato de cuidar de mim.
— É meu trabalho. O bebê é meu, se lembra?
— Sim — contestou Vanessa desanimada ante a resposta. Então, essa era a única razão pela que se preocupava —. Falou com o médico?
— Sim, ficará internada mais dois dias, ao menos, até que se recupere. Depois voltarão a examiná-la e decidirão que fazer.
— E o que significa isso? — perguntou Vanessa —. Tenho que me levantar, tenho que ir trabalhar.
— Fale com o médico amanhã, quando o ver, — deu de ombros Zac —. Eu só se transmito sua mensagem. Ah, e manhã pela manhã farão uma ecografia. Querem se assegurar de que a criança está bem. Segundo parece, a desidratação pode chegar a ser grave, mas não se deixe levar pelo pânico — a animou lhe apertando a mão. Isso só por precaução.
— Estará comigo, quando for fazer?
— Com certeza — respondeu Zac com o rosto iluminado, sem dissimular a alegria que essa pergunta lhe causava.
A ecografia era uma prova muito reveladora. O técnico colocou-lhe uma coisa metálica no ventre e ligou o aparelho. Na tela surgiu algo muito pequeno, parecido com um camarão. Zac segurava a mão de Vanessa.
— Aí está vivinho e saltitante — comentou o técnico —. Olhe!
— O que? — perguntaram Zac e Vanessa ao mesmo tempo, com apreensão.
— Olhem.
Ambos observaram a tela. A um lado daquela pequena espécie de camarão, por detrás aparecia outra coisa. O técnico moveu o aparelho em seu ventre de um lado a outro. De repente, Vanessa deu-se conta do que era.
— Há dois!
— Gêmeos? — perguntou Zac atônito.
— Exato — contestou o médico sorrindo —. Dois bebês. Felicitações dupla.
— Gêmeos — repetiu Vanessa perguntando-se se a expressão de seu rosto refletia a mesma perplexidade que a de Zac —. Jamais teria imaginado algo assim.
— Então suponho que não seguiram nenhum tratamento contra a infertilidade. As gravidezes múltiplas são comuns, nesses casos, mas são o resultado de dois óvulos fertilizados — explicou o técnico —. Estes dois, em desenvolvimento, parecem que compartilham a placenta. Vão ter gêmeos idênticos.
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Ainda bem que a Vanessa está melhor não é!?
"É meu trabalho. O bebê é meu, se lembra?" essa fala do Zac me soou um 
bastante indiferente com a Vanessa... poxa ele poderia ser mais
amável tem horas que nem parece que ama
a Vanessa....
Gêmeoooos!!! Isso ta cada vez melhor!! Para que queria ter
um filho e descobrir que terá dois deve
ter sido um pouco de choque... Mas foi uma notícia maravilhosamente
perfeita!!!
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijos e até qualquer hora!!

3 comentários:

  1. Ai que bom que a Nessa melhorou ,ai meu deus dois bebês Zanessa ,que tudooooo ,tomara que eles se casem logo.Posta mais ! bjs bjs

    ResponderExcluir
  2. Ownn dois bebês!! Realmente i zac poderia ser mais delicado! Posta maisss

    ResponderExcluir
  3. aii que lindo,eles vão ter gêmeos *-*
    amei o capítulo ♥♥♥
    desculpa a demora em comentar,tava sem pc

    ResponderExcluir